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a mecânica das coisas

27 January 2010 One Comment

estrelaquente

Do centro das questões não resolvidas emanam  ondas frequentes de culpa, dor, medo, indignação, carinho, saudade, preocupação e outras emoções.
Como esse tipo de ponto se localiza no inconsciente, o consciente não tem condições de lidar com essas ondas porque já não mais conhece a sua origem.
Não conhece porque em algum momento resolveu ignorar ou mesmo em razão da parada  vir de outras vidas (simsim, eu acredito que sou o resultado de  muitas vidas)

O que a companheira mente pode fazer nessa situação é recusar-se a pensar sobre o assunto, ou o contrário, travar um diálogo interno com aquelas emoções vindas, simulando resoluções.

Acho que não estou enganada em afirmar que essa é uma prática muito comum.

E é assim que o consciente opera:  “entendendo” e “resolvendo”. Tudo o que cair lá vai ser tratado dessa maneira.
Porém, a ineficácia da estratégia fica clara quando se percebe que esses “diálogos” ficam lá rodando  na sua cabeça e não alteram a coisa  em si. Tem um nome pra esse tipo de pensamento: obcessivo…:(
A situação externa não muda e as ondas emocionais não param.

Outra forma desses diálogos se manifestarem pode ser em sonhos recorrentes. Tudo o que se joga pra baixo do tapete, volta nos sonhos e às vezes até se resolvem por lá mesmo.

Bom, assim sendo, o movimento natural seguinte é o de sentir culpa por não  seguir de maneira proveitosa com a questão.
A gente pode fazer de conta que resolve essa culpa de algumas maneiras que vão do auto_martírio, também chamado “coitadismo” até o orgulho inquebrantável, também chamado de “coitadismo”.
Como a solução é pseudo e, portanto finita,  a última alternativa fica sendo o desprezo pela história toda.
Mas desprezar aqui, significa empurrar tudo ainda mais pro fundo do inconsciente, agravando todo o processo acima descrito.

A solução pra isso, me parece ser,  atingir o sangue frio -  equilíbrio e isenção – de se expor e estar preparado para a exposição do outro, se ela vier.
E, mais difícil, estar preparado, caso não haja nele essa vontade, pra admitir que todo esse looping  aconteceu somente dentro da sua própria cabeça, e portanto,  é apenas de seu interesse resolvê-lo.
Dessa última hipótese provavelmente virá o sentimento de solidão, e se for o caso, abraça a tristeza e chora porque isso também é remédio.

Na minha opinião, é sim favorável que essas “considerações enganosas”  venham “desenganadas” à mente, sendo que, se o ambiente é de confiança, já bastará emergirem para que se evaporem.
É bom também que os erros sejam deixados no tamanho de meros erros e finalmente a pendenga toda celebrada como passos  completos dentro de uma ciranda maior que é a auto_realização. O nome pra isso é maturidade.

Contudo, só da pra fazer isso com quem encontra-se no mesmo grau de vontade de realização, goste de você sem dúvidas, compartilhe da certeza e dos riscos desse método e tenha muita paciência pra bater nas paredes até a bola entrar no buraco. Se não meu amigo, vira o Ó.

texto : fabíola | imagem “a estrela quente” foto NASA

inspirações para o texto: SriPremBaba, EvaPierrakos e Osho (que se declara em sua autobiografia um ateu)

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