arquitetura liquida
pela primeira vez, o arquiteto não desenha um objeto, mas os princípios pelos quais o objeto é gerado e varia no tempo. uma obra de arquitetura líquida não é apenas um edifício, mas um contínuo de edifícios que evolui suave e ritmicamente tanto no espaço quanto no tempo. assim, os julgamentos sobre essa arquitetura emparelham-se com as avaliações da dança e do teatro. mas a arquitetura líquida é mais do que uma sinfonia no espaço, pois, embora varie na sua duração, a sinfonia continua sendo um objeto fixo que pode repetir-se, enquanto a arquitetura líquida é uma sinfonia que nunca se repete e prossegue recriando-se. uma arquitetura desmaterializada, dançante, difícil, etérea, temperamental, transmissível a todas as partes do mundo simultaneamente, só indiretamente tangível, feita de presenças sempre mutáveis, líquidas.
fabiano lendo lucia santaella
linguagens líquidas na era da mobilidade









Leave your response!