Ataque Oculto às Instituições
Hakim Bey
Os objetivos da organização Imediatista são:
a) Convivência: a reunião em uma proximidade fîsica do grupo para o aprimoramento sinergético do prazer de seus membros.
b) Criação: a produção em colaboração, direta e não-mediada, da beleza necessária, fora das estruturas de hipermediação, alienação e commoditização. Já estamos bastante cansados de insistir nos pequenos detalhes dos termos. Se você não sabe o que nós queremos dizer por ”beleza necessária”, pode muito bem parar de ler por aqui. A ”Arte”é apenas uma possível subcategoria deste mistério e não necessariamente a mais vital.
c) Destruição: Nós deveríamos ir além de Bakunin e dizer que não existe criação sem destruição. A noção de trazer alguma beleza nova para a existência implica em descartar ou explodir toda a velha fealdade. A beleza define-se em parte (mas precisamente) pela destruição da fealdade a qual não é ela mesma. Em nossa versão do mito soreliano da violência social, nós sugerimos que nenhum ato Imediatista é completamente autêntico e efetivo sem a criação e a destruição: toda a dialética Imediatista está implicada em qualquer ”ação direta”Imediatista, tanto na criação-na-destruição, como na destruição- na-criação. Daí o ”terrorismo poético”, por exemplo. Logo, o objetivo real ou o telos de todas as nossas formas organizacionais é:
d) A construção de valores. O ”pico de experiência”masloviano forma valores em nível individual; a concretude existencial da Bee, Tong, TAZ ou sublevação permite a ”reavaliação de valores”para fluir desde sua intensidade coletiva. Outra forma de colocar isto: a transformação da vida cotidiana.
fabiano lendo: Ataque oculto às Instituições de Hakim Bey









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