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	<title>((( goiastexas ))) &#187; gonzo</title>
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		<title>Carta ao arquiteto</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 16:54:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fabiano</dc:creator>
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Nosso mal entendido é de caráter conceitual. O senhor fez esse bonito desenho de minha casa e de minha biblioteca partindo da suposição – muito corriqueira, infelizmente – de que num lar o importante são as pessoas em vez de os objetos. Não o critico por ter adotado esse critério, indispensável a um homem de sua profissão que não se resigne em prescindir de clientes. Mas a concepção que tenho de meu futuro lar é oposta. A saber: nesse pequeno espaço construído a que chamarei meu mundo e que meus ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://goiastexas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/egonschiele_scornfulwoman.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3184" title="egonschiele_scornfulwoman" src="http://goiastexas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/egonschiele_scornfulwoman.jpg" alt="egonschiele_scornfulwoman" width="410" height="600" /></a></p>
<p>Nosso mal entendido é de caráter conceitual. O senhor fez esse bonito desenho de minha casa e de minha biblioteca partindo da suposição – muito corriqueira, infelizmente – de que num lar o importante são as pessoas em vez de os objetos. Não o critico por ter adotado esse critério, indispensável a um homem de sua profissão que não se resigne em prescindir de clientes. Mas a concepção que tenho de meu futuro lar é oposta. A saber: nesse pequeno espaço construído a que chamarei meu mundo e que meus caprichos governarão, prioridade absoluta terão meus livros, quadros e gravuras; as pessoas serão cidadãos de segunda classe. São esses mil volumes e a centena de telas e cartolinas estampadas que devem constituir a razão primordial do projeto que lhe encomendei. O senhor subordinará a comodidade, a segurança e o espaço dos humanos aos dos objetos.</p>
<p><strong>É imprescindível o detalhe da lareira, que deve poder se transformar em forno crematório de livros e de gravuras que estão sobrando, segundo minha vontade. Por isso, deverá estar localizada muito perto das estantes e ao alcance de minha cadeira, pois me agrada brincar de inquisidor de calamidades literárias e artísticas, sentado, não de pé.</strong></p>
<p>Explico-me. Os quatro mil volumes e as cem gravuras que possuo são números inflexíveis. Nunca terei mais, para evitar a super-abundância e a desordem, mas nunca serão os mesmos, pois irão se renovando sem parar, até minha morte. O que significa que, para cada livro que acrescento à minha biblioteca, elimino outro, e cada imagem – litografia, talha, xilografia, desenho, ponta-seca, mixografia, óleo, aquarela, etcétera – que se incorpora à minha coleção afasta das demais a menos favorecida. Não escondo que eleger a vítima é árduo e por vezes dilacerante, um dilema hamletiano que me aflige dias, semanas, e que depois meus pesadelos reconstroem. No início, eu presenteava bibliotecas e museus públicos com os livros e gravuras sacrificados. Agora, queimo-os, daí a importância da lareira. Optei por esta fórmula drástica, que salpica no desassossego de ter de escolher uma vítima a pimenta de estar cometendo um sacrilégio cultural, uma transgressão ética, no dia, melhor dizendo na noite em que, ao resolver substituir um bonito Szyslo inspirado no mar de Paracas uma reprodução da multicolorida lata de sopa Campbell’s de Andy Wahrol, compreendi que era uma estupidez infligir a outros olhos uma obra que eu afinal considerara indigna dos meus. Então, joguei-a no fogo. Vendo aquele papelão se crestar, senti um vago remorso, reconheço. Agora isso já não me acontece. Atirei dezenas de poetas românticos e indigenistas às chamas e um número igualmente grande de artistas plásticos conceituais, abstratos, informalistas, paisagistas, retratistas e sacros, para ca, sem dor, e melhor ainda, com a estimulante sensação de estar exercendo a crítica literária e de arte como deveria fazê-lo: de modo radical, irreversível e combustível. Acrescento, para concluir esse aparte, que o passatempo me diverte, mas não funciona nem um pouco como afrodisíaco, e por isso, considere-o limitado e menor, meramente espiritual, sem reverberações sobre o corpo.</p>
<p>Confio em que o senhor não considere o que acaba de ler – a preponderância que atribui a quadros e livros em relação a bípedes de carne e osso – um acesso de humor ou uma pose de cínico. Não é isso, e sim uma convicção arraigada, conseqüência de difíceis, mas também prazerosas experiências. Não foi fácil para mim adotar uma atitude que contradizia velhas tradições – chamemo-las de humanísticas com um sorriso nos lábios – de filosofias e religiões antropocêntricas, para as quais é inconcebível que o ser humano real, estrutura de carne e ossos perecíveis, seja considerado menos digno de interesse e de respeito do que o inventado, do que aquilo que aparece (digamos, refletido, caso se sinta mais cômodo assim) nas imagens da arte e da literatura. Poupo-lhe os detalhes dessa história e o transporto para a conclusão a que cheguei e que agora proclamo sem rubor. Não é o mundo de velhacos semoventes do qual o senhor e eu fazemos parte o que me interessa, o que me faz ter prazer e sofrer, mas sim essa miríade de seres animados pela imaginação, pelos desejos e pela habilidade artística, presentes nestes quadros, livros e gravuras que com paciência e amor de muitos anos, consegui reunir. A casa que vou construir em Barranco, a qual o senhor deverá desenhar refazendo o projeto do principio ao fim, é para eles, antes de ser para mim ou para minha flamejante nova esposa, ou para meu filhinho. A trindade formada por minha família, digo sem blasfêmia, está a serviço desses objetos e o senhor também deverá estar, quando, após ter lido estas linhas, se inclinar sobre a prancheta para retificar o que fez errado.</p>
<p>O que acabo de escrever é uma verdade literal, não uma enigmática metáfora. Construo esta casa para padecer e divertir-me com eles, por eles. Faça um esforço e me imite durante o limitado período em que trabalhará para mim.</p>
<p>Agora, desenhe.</p>
<p>trecho do livro &#8220;os cadernos de don rigoberto&#8221; mario vargas lhosa..<br />
Ilustração: egon schiele</p>
<p align="left"><a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=Carta+ao+arquiteto+http://goiastexas.com.br/?p=3183" title="Postar no Twitter"><img class="nothumb" src="http://goiastexas.com.br/wp-content/plugins/tweet-this/icons/tt-twitter-big4.png" alt="Post to Twitter" /></a> <a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=Carta+ao+arquiteto+http://goiastexas.com.br/?p=3183" title="Postar no Twitter">Tweet este post</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>amor</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 13:52:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fabiola</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Li numa revista que o software PowerPoint foi um dos  responsáveis pela queda dos ônibus espaciais da NASA.
Isso porque, para que os engenheiros explicassem a complexidade e quantidade de elementos envolvidos no que foi culminar com a ruptura de um isolamento no tanque de combustíveis, o fizeram no Software que, por sua construção não serve como suporte de um pensamento sistêmico ou pensamento complexo.
Os caras que tinham o poder de autorizar o redesenho não entenderam, não se interessaram e os ônibus cairam.
O arranjo de slide pós slide do powerpoint foi ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://goiastexas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/visualcomplexity.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3158" title="visualcomplexity" src="http://goiastexas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/visualcomplexity.jpg" alt="visualcomplexity" width="401" height="299" /></a></p>
<p>Li numa revista que o software PowerPoint foi um dos  responsáveis pela queda dos ônibus espaciais da NASA.<br />
Isso porque, para que os engenheiros explicassem a complexidade e quantidade de elementos envolvidos no que foi culminar com a ruptura de um isolamento no tanque de combustíveis, o fizeram no Software que, por sua construção não serve como suporte de um pensamento sistêmico ou pensamento complexo.<br />
Os caras que tinham o poder de autorizar o redesenho não entenderam, não se interessaram e os ônibus cairam.</p>
<p>O arranjo de slide pós slide do powerpoint foi pensado, e reflete, um tipo de pensamento hierarquizado onde uma coisa só pode acontecer depois da<br />
outra. Essa organização é linear e desdobra-se em todas as atividades humanas estruturadas: uma pessoa manda na outra que manda numa terceira que manda em muitas como se todas fossem uma só (governos, sala de aula, família).<br />
Essa estrutura já serviu à humanidade, mas nós tivemos um upgrade recente e hoje estamos aprendendo a nos perceber em rede. Afinal, a internet é uma invenção humana que amplia nossa<br />
própria consciência de humanidade: &#8220;o homem inventa as ferramentas para depois ser reinventado por elas&#8221;. A web tem nos ensinado que &#8220;ela&#8221; somos &#8220;nós&#8221; mesmos, apesar<br />
de também ser ocupada pelo pensamento corporativo.<br />
Esse ambiente permite conversas laterais e feedbacks sem intermediários. Pensa a TV como é : uma linha com um sentido que é de lá pra cá. Dessa forma a TV esculpe na minha cabeça<br />
o mundo de quem está por tras da transmissão. Aliás na minha não porque eu não assisto, mas na maioria das pessoas que tem aí sua única &#8220;diversão&#8221; e forma de  &#8220;informação&#8221;.</p>
<p>O pensamento linear que vem lá da organização das esteiras das fábricas, assim, vai resistindo em nossos cérebros enquanto impede coisas prosaicas como por exemplo você<br />
se compreender como um ponto da rede que está formada em volta de você. E assim sendo, interferir diretamente nas questões que dizem respeito ao seu dia-a-dia.<br />
Porque eu tenho de esperar o governo fazer &#8220;mais bibliotecas públicas&#8221; se eu tenho um monte de livros já lidos na minha estante e do meu lado várias pessoas<br />
que mal sabem ler? Porque meu guarda-roupas tem muito mais roupa do que me é necessário e eu fico esperando a assistência social chegar até o mendigo da esquina?<br />
Pelo mesmo motivo de eu não ter o direito de não votar. Apego a uma semi-vida.</p>
<p>Medo de que não tendo mais medo, terei de fazer escolhas por mim mesmo: antes uma semi-vida de preocupação e neurose do que uma vida plena de responsabilidade.<br />
Achar que é mais fácil cuidar do meu e que cada um se vire pra lá com o dele, tem-se mostrado um pensamento socialmente estúpido. A violência, em qualquer nível que se manifeste, do crime de morte<br />
ao &#8220;chute no balde&#8221; é o resultado. A mesquinharia é pior que câncer e nos coloca numa postura de auto-defesa a qualquer custo. Defendemos não sabemos o que de não sei quem.<br />
É tão caótico que algumas pessoas que já partem logo pro ataque com sua buzinas e indiferença : A INDIFERENÇA  é TUDO MENOS INDIFERENTE)</p>
<p>Insistir no ((( amor ))) é uma questão de ((( vida ))). Precisamos mais dele do que de gasolina. E ele está em nós enquanto a gasolina &#8230; vem de onde vem e ainda vaza pelo tanque e explode uma nave.</p>
<p>texto: fabíola | ilustração: mapa de blogues americanos conservadores (vermelho) e liberais (azuis). O laranja e o purpura (que quase não dá pra ver) é quando um refere-se ao outro (e que quando acontece deve ser normalmente de forma  negativa)</p>
<p><a href="http://www.visualcomplexity.com/vc/project_details.cfm?id=227&amp;index=6&amp;domain=Political%20Networks" target="_blank">http://www.visualcomplexity.com/vc/project_details.cfm?id=227&amp;index=6&amp;domain=Political%20Networks</a></p>
<p>&gt; a revista citada é a superinteressante</p>
<p>&gt; a frase entre aspas vi no filme &#8220;nós que aqui estamos por vós esperamos&#8221;</p>
<p align="left"><a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=amor+http://goiastexas.com.br/?p=3157" title="Postar no Twitter"><img class="nothumb" src="http://goiastexas.com.br/wp-content/plugins/tweet-this/icons/tt-twitter-big4.png" alt="Post to Twitter" /></a> <a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=amor+http://goiastexas.com.br/?p=3157" title="Postar no Twitter">Tweet este post</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>dear vangogh</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 18:05:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fabiola</dc:creator>
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designGONZO&#8230;link enviado por &#8220;claudinha&#8221; : http://updateordie.com/updates/design/2010/01/dear-van-gohg/
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://goiastexas.com.br/wp-content/uploads/2010/01/designgonzo.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3026" title="designgonzo" src="http://goiastexas.com.br/wp-content/uploads/2010/01/designgonzo.jpg" alt="designgonzo" width="521" height="385" /></a></p>
<p>designGONZO&#8230;link enviado por &#8220;claudinha&#8221; : <a href="http://updateordie.com/updates/design/2010/01/dear-van-gohg/" target="_blank">http://updateordie.com/updates/design/2010/01/dear-van-gohg/</a></p>
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		<title>o anhanguera</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 11:59:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fabiola</dc:creator>
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texto oscarfortunato! &#124; foto lydiahimmen
Goiás tira seu nome dos extintos índios Goyazes, que eram considerados bonitos, de pele clara, acolhedores e de trato ameno. E por isso mesmo tomaram na tarraqueta. Os Goyazes dominavam uma grande região às margens do Rio Araguaia. Viviam tranqüilos, pescando e dormindo. Até que lá pelo século XVII, atrás de ouro, pedras preciosas e escravos, chegaram os bandeirantes paulistas. Em 1647, o sanguinário Manuel Correia encontrou ouro em quantidade considerável na terra dos Arais. Regressou a São Paulo levando uma penca de índios, que eram ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://goiastexas.com.br/wp-content/uploads/2010/01/bandeirante.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2936" title="bandeirante" src="http://goiastexas.com.br/wp-content/uploads/2010/01/bandeirante.jpg" alt="bandeirante" width="370" height="500" /></a></p>
<p>texto oscarfortunato! | foto lydiahimmen</p>
<p>Goiás tira seu nome dos extintos índios Goyazes, que eram considerados bonitos, de pele clara, acolhedores e de trato ameno. E por isso mesmo tomaram na tarraqueta. Os Goyazes dominavam uma grande região às margens do Rio Araguaia. Viviam tranqüilos, pescando e dormindo. Até que lá pelo século XVII, atrás de ouro, pedras preciosas e escravos, chegaram os bandeirantes paulistas. Em 1647, o sanguinário Manuel Correia encontrou ouro em quantidade considerável na terra dos Arais. Regressou a São Paulo levando uma penca de índios, que eram torturados das formas mais absurdas.<br />
Sabendo do ouro e das índias bonitonas, outros bandeirantes sanguinolentos despencaram para cá: Francisco Lopes Benevides, Francisco Ribeiro de Morais, Jerônimo Bueno, João Martins Heredia, Antônio Ribeiro Roxo, entre outros elementos de pouca cultura e moral.<br />
Tentaram alcançar o cerradão. Mas cobra, onça, índio bom de flecha, mosquito, enfermidades e o calor insuportável desviaram essa corja rumo ao Pará, Pernambuco e Bahia. Outros foram para o Sul. E alguns, sem querer, acabaram voltando para São Paulo. E os Goyazes haviam tirado o seu da reta por mais um tempo.<br />
Até que em 1682, o malcheiroso Bartolomeu Bueno da Silva resolveu seguir o rastro deixado por Manoel Correia, trazendo seu filho infelético de mesmo nome. Bartolomeu era sobrinho do nefando Amador Bueno, irmão de Jerônimo Bueno, o qual a indiada encheu de flechas, à beira do rio Taquari.<br />
O safado alcançou o Rio Vermelho, onde travou contato com os Goyazes, que lamentariam para sempre aquele encontro. Aquela estória de colocar fogo em um prato cheio de aguardente para forçar a indiada abrir o bico e falar onde estava o ouro é atribuída, segundo o historiador Pedro Taques, ao bandeirante Pires Ribeiro, sobrinho de Fernão Dias Paes Leme. Afirma ele ainda que o apelido Anhanguera se deva a outra razão. Imaginem: os Goyazes, lá no meio do mato, pescando e nadando com suas índias formosas. Aparece um homem fedorento, cabeludíssimo, coberto de piolhos e com um dos olhos furados. Não deu outra, acertaram-lhe a alcunha.<br />
Primeira coisa que o biltre fez foi jogar os Arais contra os Goyazes, aprisionar um monte de índios e voltar para São Paulo.<br />
1722. Lembram do Anhanguerinha? Pois é, o sifilítico junto com João Leite da Silva Ortiz, comandando cem homens, seguindo o caminho do pai, descobriram os rios: dos Pilões, Corumbá, das Almas, Rico e da Perdição. Uma centena de homens rudes e violentos no meio do mato não poderia acabar bem. Brigas, ataques dos Caiapós e enfermidades deixaram um monte de paulistas no meio do caminho. Os que voltaram levaram ouro que não dava para cobrir os gastos da expedição. Ainda assim, três anos depois, o piolhento Anhanguera Júnior chegou ao Rio Vermelho. Dois índios velhos o reconheceram e o caldo entornou. Controlada a situação com os nativos que queriam vingança, fez um trato com os índios, que liberaram seus homens a fornicarem com as índias. Resultado? Além dos filhos feios, fundaram os arraiais de Santana, Barra, Ferreira e Ouro Fino. Voltando a São Paulo, mostrou, ao então Governador Antônio da Silva Caldeira Pimentel, tanto ouro que o safardana financiou uma nova expedição.<br />
A Ordem Régia de 14 de março de 1731 outorgou ao Anhanguerinha, filho de meretriz portuguesa, a patente de Capitão-mor e governador das terras por ele descobertas. Começou então a chegar todos os tipos de patifes, ladrões e gente de quinta categoria, atrás de ouro e das índias. Fundaram as povoações de Meia Ponte, Santa Cruz e Orixá. Sendo Goiás longe dos grandes centros, tinham ouro mas não tinham o conforto das cidades. Viviam miseravelmente, cobriam-se com trapos. Entregaram-se ao vício da bebida, ao roubo, mataram os Goyazes dizimando uma boa parte de seus compatriotas.<br />
Em 11 de fevereiro de 1736, uma Ordem Régia tornou Goiás comarca dependente de São Paulo. Nomeou Agostinho Pacheco Teles primeiro Ouvidor-Geral. Pouco depois, Antônio Luís de Távora, então governador paulista, elevou o povoado à condição de vila passando a se chamar Vila Boa. Mas o pau continuava quebrando e os poucos Goyazes que restaram comeram o pão que o diabo amassou na mão dos novos mandatários. Em 1739, Luis de Mascarenhas instalou o Senado da Câmara, construiu uma igreja, uma cadeia e uma forca que era “um monumento de pronta justiça que intentava fazer nos malfeitores”. Os mais chegados à confusão, arrumaram as trouxas e subiram para o Norte.<br />
Um alvará de oito de novembro de 1744 tornou Goiás independente. D. Marcos de Noronha, o tal de Conde dos Arcos, foi o primeiro governador e Capitão-General da nova capitania, em 1749. Seguiram-se a ele vários governantes que mantiveram a política de extermínio aos índios. João Manuel de Melo, José de Almeida Vasconcelos e Tristão da Cunha Menezes. Esse último expulsou os Caiapós das terras onde viviam desde antes do Descobrimento. Socaram o cacete nos Xavantes, que fugiram para selva e lá ficaram isolados por muito tempo.<br />
Durante o século XVIII, acharam mais ouro e diamantes nas lavras de Cocal, Tesouras e Fundão. A casa de fundição, que funcionava em São Félix, mudou-se para Cavalcanti, em 1798. Dezesseis anos depois, uma nova Carta Régia transformou a então Vila Boa de Goiás em cidade. Luís da Cunha Menezes, urbanista, alinhou as ruas, construiu pontes, criou as milícias, “pacificou” os Caiapós e começou a dar os contornos atuais de nosso Estado.<br />
Em nove de novembro de 1942, uma estátua de corpo inteiro foi erguida no cruzamento das avenidas Goiás e Anhanguera, criação do artista plástico Armando Zago, com a inacreditável inscrição “à nobre estirpe dos Bandeirantes”. Essa homenagem a esse ASSASSINO permanece lá, envergonhando um Estado inteiro. Existem tentativas de substituir o abominável genocida por uma estátua de Atílio Correa Lima, esse sim merecedor de justa homenagem. A praça do Bandeirante, na verdade, se chama Praça Atílio Correa Lima.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/oscarfortunato/4014166054/" target="_blank">http://www.flickr.com/photos/oscarfortunato/4014166054/</a></p>
<p><a href="http://www.oscarfortunato.com/" target="_blank">http://www.oscarfortunato.com/</a></p>
<p align="left"><a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=o+anhanguera+http://goiastexas.com.br/?p=2935" title="Postar no Twitter"><img class="nothumb" src="http://goiastexas.com.br/wp-content/plugins/tweet-this/icons/tt-twitter-big4.png" alt="Post to Twitter" /></a> <a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=o+anhanguera+http://goiastexas.com.br/?p=2935" title="Postar no Twitter">Tweet este post</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>((( TAZ )))</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Jan 2010 12:58:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fabiano</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
A famlia nuclear, com suas consequentes “dores edipianas”, parece ter sido uma invenção neolítica, uma resposta à “revolução agrícola” com sua escassez e hierarquia impostas. O modelo paleolítico é mais primário e mais radical: o bando. O típico bando nômade ou semi-nômade de caçadores/coletores é formado por cerca de cinquenta pessoas. Em sociedades tribais mais populosas, a estrutura de bando é mantida por clãs dentro da tribo, ou por confrarias como sociedades secretas ou iniciáticas, sociedades de caça ou de guerra, associações de gênero, as “repúblicas de crianças” e por ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://goiastexas.com.br/wp-content/uploads/2010/01/osh-c03celebration.jpg"><img src="http://goiastexas.com.br/wp-content/uploads/2010/01/osh-c03celebration.jpg" alt="osh-c03celebration" title="osh-c03celebration" width="250" height="366" class="alignleft size-full wp-image-2867" /></a><br />
A famlia nuclear, com suas consequentes “dores edipianas”, parece ter sido uma invenção neolítica, uma resposta à “revolução agrícola” com sua escassez e hierarquia impostas. O modelo paleolítico é mais primário e mais radical: o bando. O típico bando nômade ou semi-nômade de caçadores/coletores é formado por cerca de cinquenta pessoas. Em sociedades tribais mais populosas, a estrutura de bando é mantida por clãs dentro da tribo, ou por confrarias como sociedades secretas ou iniciáticas, sociedades de caça ou de guerra, associações de gênero, as “repúblicas de crianças” e por aí adiante. Se a família nuclear é gerada pela escassez (e resulta em avareza), o bando é gerado pela abundância (e produz prodigalidade). A família é fechada, geneticamente, pela posse masculina sobre as mulheres e crianças, pela totalidade hierárquica da sociedade<br />
agrícola/industrial. Por outro lado, o bando é aberto &#8211; não para todos, é claro, mas para um grupo que divide afinidades, os iniciados que juram sobre um laço de amor. O bando não pertence a uma hierarquia maior, ele é parte de um padrão horizontalizado de costumes, parentescos, contratos e alianças, afinidades espirituais etc.</p>
<p>Muitas forças estão trabalhando &#8211; de forma invisível &#8211; para dissolver a família nuclear e resgatar o bando em nossa própria sociedade da Simulação pós-Espetacular. Rupturas na estrutura do trabalho refletem a “estabilidade” estilhaçada da unidade-lar e da unidade-família. Hoje em dia, o “bando” de alguém inclui amigos, ex-esposos e amantes, pessoas conhecidas em diferentes empregos e encontros, grupos de afinidade, redes de pessoas com interesses específicos, listas de discussão etc. Cada vez mais fica evidente que a família nuclear se torna uma armadilha, um ralo cultural, uma secreta implosão neurótica de átomos rompidos. E a contra-estratégia óbvia emerge de forma espontânea na quase inconsciente redescoberta da possibilidade &#8211; mais arcaica e, no entanto, mais pós-industrial &#8211; do bando.festival.</p>
<p><a href="http://www.4shared.com/get/88283715/b2c341c8/TAZ_-_Hakim_Bey.html">Zona Autônoma Temporia &#8211; Hakim Bey</a></p>
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		<title>Ataque Oculto às Instituições</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Jan 2010 12:37:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fabiano</dc:creator>
				<category><![CDATA[gonzo]]></category>
		<category><![CDATA[taz]]></category>

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		<description><![CDATA[Hakim Bey 
Os objetivos da organização Imediatista são:
a) Convivência: a reunião em uma proximidade fîsica do grupo para o aprimoramento sinergético do prazer de seus membros.
b) Criação: a produção em colaboração, direta e não-mediada, da beleza necessária, fora das estruturas de hipermediação, alienação e commoditização. Já estamos bastante cansados de insistir nos pequenos detalhes dos termos. Se você não sabe o que nós queremos dizer por ”beleza necessária”, pode muito bem parar de ler por aqui. A ”Arte”é apenas uma possível subcategoria deste mistério e não necessariamente a mais vital.
c) ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Hakim Bey </em><br />
Os objetivos da organização Imediatista são:<br />
a) Convivência: a reunião em uma proximidade fîsica do grupo para o aprimoramento sinergético do prazer de seus membros.<br />
b) Criação: a produção em colaboração, direta e não-mediada, da beleza necessária, fora das estruturas de hipermediação, alienação e commoditização. Já estamos bastante cansados de insistir nos pequenos detalhes dos termos. Se você não sabe o que nós queremos dizer por ”beleza necessária”, pode muito bem parar de ler por aqui. A ”Arte”é apenas uma possível subcategoria deste mistério e não necessariamente a mais vital.<br />
c) Destruição: Nós deveríamos ir além de Bakunin e dizer que não existe criação sem destruição. A noção de trazer alguma beleza nova para a existência implica em descartar ou explodir toda a velha fealdade. A beleza deﬁne-se em parte (mas precisamente) pela destruição da fealdade a qual não é ela mesma. Em nossa versão do mito soreliano da violência social, nós sugerimos que nenhum ato Imediatista é completamente autêntico e efetivo sem a criação e a destruição: toda a dialética Imediatista está implicada em qualquer ”ação direta”Imediatista, tanto na criação-na-destruição, como na destruição- na-criação. Daí o ”terrorismo poético”, por exemplo. Logo, o objetivo real ou o telos de todas as nossas formas organizacionais é:<br />
d) A construção de valores. O ”pico de experiência”masloviano forma valores em nível individual; a concretude existencial da Bee, Tong, TAZ ou sublevação permite a ”reavaliação de valores”para ﬂuir desde sua intensidade coletiva. Outra forma de colocar isto: a transformação da vida cotidiana. </p>
<p>fabiano lendo: <a href="http://www.4shared.com/file/183343199/e9eea721/ataque_oculto_as_instituicoes_.html?err=no-sess">Ataque oculto às Instituições</a> de <a href="http://escoladeredes.ning.com/group/bibliotecahakimbey">Hakim Bey</a></p>
<p align="left"><a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=Ataque+Oculto+%C3%A0s+Institui%C3%A7%C3%B5es+http://goiastexas.com.br/?p=2863" title="Postar no Twitter"><img class="nothumb" src="http://goiastexas.com.br/wp-content/plugins/tweet-this/icons/tt-twitter-big4.png" alt="Post to Twitter" /></a> <a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=Ataque+Oculto+%C3%A0s+Institui%C3%A7%C3%B5es+http://goiastexas.com.br/?p=2863" title="Postar no Twitter">Tweet este post</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>pense no cerrado, reze pelo cerrado. ou êta caetano&#8230;viva gil! (pena que o haiti não é aqui).</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jan 2010 23:45:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fabiano</dc:creator>
				<category><![CDATA[gonzo]]></category>
		<category><![CDATA[headline]]></category>

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		<description><![CDATA[
por Marcus Vinícius Milhomem de Barros
Assisti ao Avatar sem esperar que a impressão que recolhi dele fizesse tal sentido, a ponto de ”fechar” uma idéia que andava me inspirando a escrever, mas que nunca virava texto. Foi preciso superar preconceitos para aceitar a inspiração vinda de um filme pop. Nisso, também, reside a inspiração: na superação de preconceitos.
O respeito à vida , sob “todas as formas”, ainda não havia vindo a público num entretenimento tão apelante como agora. A contemporaneidade com o fracasso da COP 15 faz o tema redundar ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://goiastexas.com.br/wp-content/uploads/2010/01/buriti.png"><img class="alignleft size-full wp-image-2850" title="buriti" src="http://goiastexas.com.br/wp-content/uploads/2010/01/buriti.png" alt="buriti" width="432" height="259" /></a></p>
<p>por <em>Marcus Vinícius Milhomem de Barros</em></p>
<p>Assisti ao Avatar sem esperar que a impressão que recolhi dele fizesse tal sentido, a ponto de ”fechar” uma idéia que andava me inspirando a escrever, mas que nunca virava texto. Foi preciso superar preconceitos para aceitar a inspiração vinda de um filme pop. Nisso, também, reside a inspiração: na superação de preconceitos.</p>
<p>O respeito à vida , sob “todas as formas”, ainda não havia vindo a público num entretenimento tão apelante como agora. A contemporaneidade com o fracasso da COP 15 faz o tema redundar ainda e cada vez mais. Não há outra urgência mais urgente. Não nesta altura do jogo.</p>
<p>Eu sugeri a uma amiga que fosse candidata a governadora de Goiás pelo PV (antes mesmo da Marina Silva ir para o partido e admitir candidatura presidencial). Segundo minha sugestão, em Goiás, a agenda deverá estar focada em uma idéia e numa estratégia.<br />
A idéia: <strong>cuidado máximo e prioritário com a água em nossas terras, o cerrado</strong>(1) .</p>
<p>Clareando a idéia, em agradecimento à Fabíola: cercar o berçário das águas, pra valer, impedindo a depredação, as PCHs, as siderúrgicas, as destilarias, as mineradoras que ameaçam destruir, principalmente, a Chapada dos Veadeiros.</p>
<p>A estratégia: sensibilizar a população goiana (sobretudo jovens, novos eleitores, descrentes, críticos e formadores de opinião) numa campanha bem produzida (como publicidade boa mesmo), destinada à veiculação em televisão e outras mídias (mais na internet) e articulada em mobilizações coletivas sócio-culturais, para, no primeiro turno, demarcar quantos votos a idéia acima alcançará, para ser apresentada a um dos candidatos que passarem para  segundo turno, como condicionante de apoio.</p>
<p>Lembrei a ela que em 1998, na disputa entre Iris e Marconi, até os 0,34% do Chico Dentista foram levados a sério e renderam um cargo no Governo. A proposta verde estará isenta desse tipo de barganha. O compromisso será mais direto e mais importante. Pode-se chegar a 3 ou 5% dos votos(2) . Se a idéia for mesmo boa, e a estratégia bem executada, até mais. O importante é fazer com que vingue a tese de que no primeiro turno o importante é dar o máximo de importância à proposta. Ninguém precisa ficar preocupado em “eleger o PV por descuido” ou “perder o voto” em primeiro turno. É só para quantificar a importância e a urgência da idéia. Dar força suficiente para ser implementada.</p>
<p>Essa amiga ficou pouco animada, pois achava que só com uma idéia, uma estratégia (e sem dinheiro) a vitória seria difícil. Penso que não compreendeu o propósito. Por intermédio dela mesma, apresentei a proposta ao Renato da Cantagalo, durante a eleição da OAB/GO, recentemente. Ele até falou que é filiado ao PV. Todo aquele barulho de foguetes e cabos eleitorais não contribuiu para o seu envolvimento na causa.</p>
<p>Vou escrever mais a respeito. Quem sabe alguma filiada disposta &#8211; tem que ser mulher (de novo Caetano) – resolva representar e aproveitar a projeção que isso dará, até internacionalmente, na dificuldade atual de encontrar alguém idealista. Mas nada impede que seja alguém oportunista. A vida, mesmo assim, agradecerá e fluirá.<br />
Agora nem é mesmo o caso de reflexão ou de oração. O MOMENTO É DE ATITUDES. O título foi apenas uma ironia.</p>
<p>Recomendo: http://www.terrana.com.br/SOSCERRADO/AGUAS/index.php</p>
<p><em>(1) As três maiores bacias hidrográficas da América Latina recebem águas do Cerrado.A bacia amazônica (Araguaia-Tocantins) tem 78% de suas nascentes no Cerrado.A bacia do Paraná-Paraguai é formada por 48% de suas nascentes no Cerrado,enquanto a bacia do São Francisco dispõe de quase 50% de seu volume de água proveniente do Cerrado.Conhecido como &#8220;berço das águas&#8221;, o Cerrado possui uma malha de nascentes, córregos e rios de fundamental importância para o país.Infelizmente o Cerrado já possui 80% de sua área desmatada e ocupada, 19% ainda intacta e menos de 3% protegida por lei.</em></p>
<p><em>(2) Arredondando: entre 100 mil e 200 mil votos. Nas eleições para governador em 2006, no primeiro turno, foram registrados 94.935 votos em branco, 270.905 votos nulos, 289.454 votos nos candidatos que não foram para o segundo turno e 640.034 abstenções.</em></p>
<p>Marcus é DJ, advogado e escreverá frequentemente uma coluna para o GT.</p>
<p align="left"><a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=pense+no+cerrado%2C+reze+pelo+cerrado.+ou+%C3%AAta+caetano%E2%80%A6viva+gil%21+%28pena+que+o+haiti+n%C3%A3o+%C3%A9+aqui%29.+http://goiastexas.com.br/?p=2849" title="Postar no Twitter"><img class="nothumb" src="http://goiastexas.com.br/wp-content/plugins/tweet-this/icons/tt-twitter-big4.png" alt="Post to Twitter" /></a> <a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=pense+no+cerrado%2C+reze+pelo+cerrado.+ou+%C3%AAta+caetano%E2%80%A6viva+gil%21+%28pena+que+o+haiti+n%C3%A3o+%C3%A9+aqui%29.+http://goiastexas.com.br/?p=2849" title="Postar no Twitter">Tweet este post</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>((( silêncio )))</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jan 2010 12:51:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fabiola</dc:creator>
				<category><![CDATA[gonzo]]></category>

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		<description><![CDATA[Só entre familiares ou amigos muito íntimos, não é constrangedor ficar calado quando não se tem nada pra dizer. E, se formos ver com atenção,
muito pouco do que falamos diariamente está à altura da grandiosa faculdade humana da fala.
O silêncio é socialmente tratado como  falta de educação &#8211; podendo passar até por mau-humor &#8211; que nos força a ter de ter assunto até dentro de um elevador.
Esse culto à fala desnecessária estimula o culto ao EU já que, falando tanto, desaprendemos a ouvir e nos tornamos nossa principal fonte de ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Só entre familiares ou amigos muito íntimos, não é constrangedor ficar calado quando não se tem nada pra dizer. E, se formos ver com atenção,<br />
muito pouco do que falamos diariamente está à altura da grandiosa faculdade humana da fala.<br />
O silêncio é socialmente tratado como  falta de educação &#8211; podendo passar até por mau-humor &#8211; que nos força a ter de ter assunto até dentro de um elevador.<br />
Esse culto à fala desnecessária estimula o culto ao EU já que, falando tanto, desaprendemos a ouvir e nos tornamos nossa principal fonte de informação e assunto.</p>
<p>E assim, pra sustentar esse EUmismo, começamos a caprichar em alguns detalhes já que nossa vida, apesar de interessantíssima, é muito parecida com a do vizinho. Temos de nos diferenciar para garantir a atenção no meio do barulho.</p>
<p>Tal capricho vai reforçando não só para o outro, mas principalmente para nós mesmos, uma auto-imagem a qual temos de passar a acompanhar, praticamente a obedecer.<br />
Assim passamos a viver mais para fora, antecipando os quereres do mundo para que essa brincadeira séria<br />
se sustente. Perdemos o caminho de volta e ficamos à deriva dentro da nossa própria existência. Vê se pode!</p>
<p>Pensando numa metáfora à altura dessa &#8220;infelicidade&#8221; me lembrei de um cientista dizendo o quanto é desproporcional as distâncias que o homem já conseguiu percorrer para fora da Terra em relação à distância que já conseguiu entrar pra dentro do planeta.</p>
<p>São anos luz versus quilômetros e o &#8220;fora&#8221; sempre parecendo mais interessante que o &#8220;dentro&#8221;<br />
demandando enormes quantidades de energia.</p>
<p>Por isso, eu acho que Mestre  é também o cara que consegue interromper nossa auto-reflexão, pois ela nos leva a lugares bem menos interessantes do que o somos nós mesmos.</p>
<p>Enfim, isso foi o que EU consegui produzir hoje tendo uma britadeira ligada há uma semana destruindo uma guarita no prédio ao lado que parece ter sido construída pra ser um abrigo anti-aéreo.</p>
<p>fabíola</p>
<p align="left"><a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=%28%28%28+sil%C3%AAncio+%29%29%29+http://goiastexas.com.br/?p=2847" title="Postar no Twitter"><img class="nothumb" src="http://goiastexas.com.br/wp-content/plugins/tweet-this/icons/tt-twitter-big4.png" alt="Post to Twitter" /></a> <a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=%28%28%28+sil%C3%AAncio+%29%29%29+http://goiastexas.com.br/?p=2847" title="Postar no Twitter">Tweet este post</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>apresentando coluna Gonzo</title>
		<link>http://goiastexas.com.br/apresentando-coluna-gonzo/</link>
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		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 21:04:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fabiano</dc:creator>
				<category><![CDATA[gonzo]]></category>

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		<description><![CDATA[Há algum tempo me interesso por um estilo narrativo chamado Gonzo, criado por Hunter S. Thompson, o termo refere-se a uma forma de escrever em que o narrador abre mão de entrelinhas e rococós e se manifesta de uma forma crua. Neste estilo, o escritor não se isenta da ação, como o hilário caso em que Thompson se junta ao ilustrador Ralph Steadman na cobertura de uma prova de iate e decide pintar o casco do iate favorito na calada da noite para colocar alguma emoção no tédio da cobertura. ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há algum tempo me interesso por um estilo narrativo chamado Gonzo, criado por Hunter S. Thompson, o termo refere-se a uma forma de escrever em que o narrador abre mão de entrelinhas e rococós e se manifesta de uma forma crua. Neste estilo, o escritor não se isenta da ação, como o hilário caso em que Thompson se junta ao ilustrador Ralph Steadman na cobertura de uma prova de iate e decide pintar o casco do iate favorito na calada da noite para colocar alguma emoção no tédio da cobertura. Thompson escreveu também muitos artigos pela Rolling Stone, The New York Times,  Newsweek e quando interpelado sobre seus ácidos e parciais textos sobre a cobertura da eleição de Nixon contra McGovern (obviamente a favor do último) respondeu com um levantamento de que nada menos que dezessete dos assessores do derrotado candidato declararam estar escrevendo um livro sobre o assunto.  Então seu ponto de vista não precisaria ter qualquer conexão com a realidade ou com os fatos. </p>
<p>Numa ocasião em que a Rolling Stone contratou Thompson para escrever um texto com prazo de uma semana, quando viram que ele não aparecia pra trabalhar no escritório que foi montado para ele na sede da revista, mandaram levar todos os artigos, incluindo garrafas de gin, pilhas de folhas em branco, tabletes de anfetamina e três gravadores, para o caso de se ter que apelar para o ditado. Acaba que só os gravadores foram utilizados. De doze em doze horas um correspondente passava no hotel para pegar a fita e enviar para a redação, onde outros jornalistas decifravam o que dava e mandavam para a gráfica do jeito que estava mesmo.<br />
<a href="http://goiastexas.com.br/wp-content/uploads/2010/01/gonzo_poster.jpg"><img src="http://goiastexas.com.br/wp-content/uploads/2010/01/gonzo_poster-203x300.jpg" alt="gonzo_poster" title="gonzo_poster" width="203" height="300" class="alignleft size-medium wp-image-2835" /></a></p>
<p>Meu interesse sobre o estilo vem de bem antes de conhecer o Thompson, que só agora fui ler. Nasceu de algumas revistas que nem me lembro (&#8230;) o nome e de conversas com meu amigo jornalista Lafael Bluno, quando eu morava em floripa. A forma direta de escrever, sem frescura, com parcialidade e sobretudo o ritmo acelerado sempre combinaram com minha alma ariana. Eu já usei e inventei outros termos para referenciar o estilo, como por exemplo ‘reptiniano’, criado para explicar para outras pessoas a forma que minha amiga <a href="http://www.myspace.com/karajazz">Karla</a> se manifesta. Apesar de ser extremamente terna e amorosa, seu raciocínio é tão rápido que tenho certeza que se quisesse (apesar de negar se perguntada) ela seria capaz de cortar uma cabeça fora sem estragar o penteado do ocupante.</p>
<p>A primeira vez que levei a sério o conceito foi lendo <a href="http://www.4shared.com/file/88283715/b2c341c8/TAZ_-_Hakim_Bey.html?err=no-sess">TAZ, Zona Autônoma Temporária, de Hackin Bay</a>. Depois li o ‘Manifesto contra o trabalho’ do mesmo grupo (Krisis). Mais tarde conheci primeiro a obra e depois o autor <a href="http://www.deugarte.com/david-de-ugarte">David de Ugarte</a> em Madrid. Mês passado estive na Colômbia, terra rica em letrados e passei vergonha em dizer que dos escritores colombianos só conhecia Garcia Marques. Fui apresentado para o fulminante gonzo Efraim Medina Reyes, que não por acaso tem como protagonista de alguns de seus livros o personagem Rep (de réptil): criador e criatura se encontram em Bogotá. Comprei todos os seus livros publicados e de quando em quando replicarei alguns textinhos curtos aqui. Mas para preservar a pureza que Fabíola tem mantido nesta casa, os textos mais sujinhos vão parar no <a href="http://mandiocamoderna.blogspot.com/">mandiocamoderna</a> mesmo. </p>
<p>Creio que esta coluna expressará muito mais as ideias de outros (verdadeiros gonzos) dos que as minhas próprias, já que no fundo me considero um mamífero. Estou mais para macaco (azul cristal) do que para Rep. A ideia é sobretudo provocar os amigos a escreverem a partir de um ponto de vista raro, de quem se importa mais em se expressar do que em ser aceito. Pra mim o GT tem uma função primal de jogar a arte desde dentro. Algo que se dividíssemos o mundo em dois poderia significar o exato oposto da arte de galeria ou do pedestal. <a href="http://goiastexas.com.br/pense-no-cerrado-reze-pelo-cerrado-ou-eta-caetano-viva-gil-pena-que-o-haiti-nao-e-aqui/">Marcus Vinícius aceitou o convite de escrever uma coluna semanal</a> e ele é meu primeiro alvo para se imbuir da cultura gonzo, que escreve sem frescuras, sem agradar.  </p>
<p><em>“Hoje em dia não se ousa mais pensar nenhuma frase que não inclua gentilmente, em todas as áreas, indicações precisas sobre a quem ela deveria favorecer, o que antigamente era tarefa da polêmica descobrir.”<br />
</em></p>
<p>Bem vindas polêmicas ! gonzos, répteis, puros.. uriçai-vos!  </p>
<p>Fabiano</p>
<p align="left"><a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=apresentando+coluna+Gonzo+http://goiastexas.com.br/?p=2833" title="Postar no Twitter"><img class="nothumb" src="http://goiastexas.com.br/wp-content/plugins/tweet-this/icons/tt-twitter-big4.png" alt="Post to Twitter" /></a> <a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=apresentando+coluna+Gonzo+http://goiastexas.com.br/?p=2833" title="Postar no Twitter">Tweet este post</a></p>]]></content:encoded>
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