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	<title>((( goiastexas ))) &#187; insight</title>
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		<title>d.zeus &#124; z.deus  : qual a diferença ?</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Mar 2010 16:40:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fabiola</dc:creator>
				<category><![CDATA[insight]]></category>

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		<description><![CDATA[ou existir como ativismo*
Uma coisa que deve ter vindo de sócrates, entre outros,  foi o uso de cada palavra como um conceito  sendo cada conceito um universo.
Assim, uma frase  é uma coleção de universos momentaneamente cercados por interpretações. Isso tem resolvido nossa comunicação, mas não faz sentido em termos espaciais onde o
universo ainda é igual a infinito e, por outra, &#8220;coleção&#8221; é por natureza, uma coisa finita, composta de finitinhos.
Assim, cada &#8220;assunto&#8221;  que por sua vez trata de vários conceitos, torna-se uma coisa inabordável se não se admitir, de ante-mão, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ou existir como ativismo*</p>
<p>Uma coisa que deve ter vindo de sócrates, entre outros,  foi o uso de cada palavra como um conceito  sendo cada conceito um universo.<br />
Assim, uma frase  é uma coleção de universos momentaneamente cercados por interpretações. Isso tem resolvido nossa comunicação, mas não faz sentido em termos espaciais onde o<br />
universo ainda é igual a infinito e, por outra, &#8220;coleção&#8221; é por natureza, uma coisa finita, composta de finitinhos.</p>
<p>Assim, cada &#8220;assunto&#8221;  que por sua vez trata de vários conceitos, torna-se uma coisa inabordável se não se admitir, de ante-mão, que  a perspectiva com que cada um vê um problema, é necessariamente única. Isso faz com que todo tema, já impossível de capturar &#8220;totalmente&#8221; desde o princípio por causa da tese do infinito, seja duplamente impossível por causa,  dessa vez, do finito, pois quem gera o assunto o faz sob sua &#8220;única&#8221;<br />
possível e inalcansável pelo outro, perspectiva . Uma coisa não pode ser &#8220;duplamente impossível&#8221; já que o conceito trata em si da negação absoluta. Impossível + impossível é impossível e<br />
em português, duas negativas seguidas dão num sim.</p>
<p>Em algum momento aconteceu um milagre que tornou eu escrever e a sua leitura do meu texto &#8220;possível&#8221;. Os milagres da fala e da escrita foram, na verdade, um upgrade coletivo.<br />
Esse salto acontece de tempos em tempos porque a humanidade, como corpo único, opera por espasmos que chamamos &#8220;revoluções&#8221;. A revolução modifica rápida e definitivamente o cenário e os atores dando condição para que aconteçam descontinuidades que mostram ser o sistema isso:  um sistema (uma escolha).<br />
É precisamente essa descontinuidade a chance para ampliação coletiva de consciência que pode acontecer agora: nós estamos aqui  sentados sobre a explosão digital o que nos deixa no presente momento em &#8220;estado de revolução&#8221;. O computador pessoal deu na internet que é em sua essência co-laborativa. Embora a gente insista em focar na violência, o que humanidade presente no planeta nesse momento está vivenciando é um surto de colaboração e isso é sinal de evolução coletiva meus amigos.</p>
<p>A competição chegou no seu ápice e nos levou a algum lugar. Estamos aqui até onde a relação de comparação com o outro &#8211; que move a competição &#8211; pôde alcançar. Um dos efeitos negativos de ter estado nessa dinâmica é que, no nosso deslumbramento pela própria corrida esgotamos os recursos e criamos animosidade entre nós pela escassez, manifesta de forma grosseira na guerra, e em termo mais sutil (mas não menos danoso) pelo próprio medo que temos dela. Por outro lado,  um efeito positivo é que nos percebemos indivíduos: somos árvores, com toda a diferença que isso significa em termos de deixar a forma de sementes enterradas e desabrocharmos na luz cada um com sua própria copa e flores e com seus próprios frutos. Conectadas umas as outras por nossas raízes, estamos ao mesmo tempo entregues à nossa própria sorte. Alguém diria: &#8220;nasce  a responsabilidade&#8221; (e seu direto oposto)</p>
<p>Estamos também sentados sobre a explosão cósmica big-bang! embora haja essa aparência estática das coisas que me cercam (que é o que até justifica eu me comportar como sendo eterno num corpo inquestionavelmente perecivel). O que hoje sei do universo em contraposição a como eu levo a minha vida é a aplicação de uma das máximas da incoerência permitida pela linguagem: dois pesos e duas medidas. A revolução de hoje é sobre isso, é sobre a verdade.</p>
<p>A internet &#8211; que é uma construção coletiva &#8211; trocando atores e conceitos (indústria fonográfica quebrando enquanto tenho 5.000 músicas no meu Ipod e o artista não está morrendo de fome por isso) numa velocidade &#8220;do dia prá noite&#8221;; também a exploração do universo mostrando, por exemplo,  a quantidade imensa de planetas que atendem às condições que entendemos como necessárias à vida, ou seja, ETs! e o número semelhante entre a quantidade de astros e a quantidade de neurônios  &#8230; meus amigos &#8221; vamos cantar&#8221;</p>
<p>texto : fabíola</p>
<p>*&#8230; <img src='http://goiastexas.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  !</p>
<p>inspirações: buzztravizz, baghavagita</p>
<p align="left"><a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=d.zeus+%7C+z.deus++%3A+qual+a+diferen%C3%A7a+%3F+http://bit.ly/cIHT8a" title="Postar no Twitter"><img class="nothumb" src="http://goiastexas.com.br/wp-content/plugins/tweet-this/icons/tt-twitter-big4.png" alt="Post to Twitter" /></a> <a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=d.zeus+%7C+z.deus++%3A+qual+a+diferen%C3%A7a+%3F+http://bit.ly/cIHT8a" title="Postar no Twitter">Tweet este post</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;a inveja não goza de boa reputação&#8221;</title>
		<link>http://goiastexas.com.br/inveja/</link>
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		<pubDate>Sat, 06 Mar 2010 21:30:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fabiola</dc:creator>
				<category><![CDATA[headline]]></category>
		<category><![CDATA[insight]]></category>

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		<description><![CDATA[
Ser consciente é ser angustiado, pois somos cercados de oportunidades de desprazer o tempo todo, no meio das quais alcançamos momentos raríssimos de prazer.
Momentos curtos mas suficientes para percebermos que é aquilo que queremos e é para aquilo que nascemos. Nada mais importa e assim fica tudo certo &#8230; se soubéssemos como fazê-lo.
Perceber a impossibilidade de permanência nesse estado de não angústia é angústia*.  Evitar a angústia é evitar a consciência e é nessa brecha que entram tanto a religião quanto a psicanálise.
Das  possibilidade religiosas de paraíso, me gusta a ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://goiastexas.com.br/wp-content/uploads/2010/03/purgatorio.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3475" title="purgatorio" src="http://goiastexas.com.br/wp-content/uploads/2010/03/purgatorio.jpg" alt="purgatorio" width="478" height="596" /></a></p>
<p>Ser consciente é ser angustiado, pois somos cercados de oportunidades de desprazer o tempo todo, no meio das quais alcançamos momentos raríssimos de prazer.<br />
Momentos curtos mas suficientes para percebermos que é aquilo que queremos e é para aquilo que nascemos. Nada mais importa e assim fica tudo certo &#8230; se soubéssemos como fazê-lo.<br />
Perceber a impossibilidade de permanência nesse estado de não angústia é angústia*.  Evitar a angústia é evitar a consciência e é nessa brecha que entram tanto a religião quanto a psicanálise.</p>
<p>Das  possibilidade religiosas de paraíso, me gusta a idéia de samadhi. Primeiro porque já acontece por aqui mesmo e depois porque trata o aqui, o antes e o depois do aqui como uma mesma substância sendo o corpo apenas uma roupa (acho essa explicação muito razoável). Posso vir a mudar com o tempo, mas a partir do momento que resolvi buscar a felicidade em meu próprio terreno,  são às pré-condições do samadhi que procuro me adaptar,  mesmo sabendo a distância cósmica que estou de conseguir me sentir como &#8220;pertencendo&#8221; ao próprio cosmos**.</p>
<p>E é exatamente esse detalhe que me pega hoje. Ver a distância e a impossibilidade de vencê-la dentro das minhas atuais nocões de medida, me levam para o jogo psíquico que usualmente nominamos ego. Jogo porque o que me separa do tal  estado ideal citado é o ego, e nas minhas atuais possibilidades de percepção, o ego é tudo que eu &#8220;tenho&#8221; e é tudo que eu &#8220;sou&#8221;. Portanto, é ele que deve driblar a si mesmo para escapar de sua própria influência &#8230; aF.</p>
<p>A luta em que Krishna orienta o príncipe Arjuna, começando por encoraja-lo a não desistir, a lutar mesmo que nessa guerra tenha de matar todos os seus entes amados e aqueles por quem dedica respeito, acontece dentro da minha cabeça, todas as manhãs, antes mesmo que eu abra os olhos. Acontece quando estou no banho, quando estou dando aula, enquanto desenho ou dirijo meu carro. O conflito chega em torrentes de pensamentos, sempre os &#8220;mesmos&#8221; e eu controlo esses pensamentos como um registro espanado controla a água. No meio disso firmo, com o auxílio de mantras, livros, amigos, mestres, o &#8220;mestre&#8221; e toda uma coleção de insucessos de tentar de outra forma, no rumo do ((( silêncio )))</p>
<p>Acreditar no Samadhi é crer que é no nada que habita o tudo. Alcançar o silêncio é criar espaço para que esse tudo o preencha. Unidade: 0 e 1, simplíssimo assim.</p>
<p>Daí que vamos dissecando esse tal ego, tentando flagra-lo e começamos pela &#8220;sombra&#8221; que é aquele lado que deixamos propositalmente sem luz pois é ali a casa da angústia e ela gosta do dark&#8230;:)<br />
Nessa, o primeiro parente que vi foi o orgulho. E estava indo tudo bem ao me perceber orgulhosa pois sempre foi da natureza dessa emoção &#8220;orgulhar-se&#8221; de si mesma: tudo em casa. Contudo, nesse percurso, aquele túnel que parecia me levar para as profundezas das minhas causas inconscientes que alimentam esse tipo de comportamento acabou dando foi na porta de um palco  iluminado, e na platéia todos os meus assistindo há tempos o que eu em minhas atitudes afetadas (orgulho e afetação caminham de mãos dadas) pensava conseguir esconder &#8230; ui.  Vergonha. Depois a necessidade de desenvolver a resignação pois são tantos os palcos e platéias quanto são meus ataques de orgulho e saber disso não é o suficiente para interrompê-los posto que são partes essenciais de meu &#8220;modusvivendi&#8221; &#8230; não sei fazer de outro jeito e qualquer alteração que eu consiga por agora é superficial.</p>
<p>Depois dessa porta aberta veio o ciúme, sentimento cotidianamente validado por bobagens sociais, o ciúme é a soma de duas coisas: medo (de escassez) e mesquinharia (que é medo de escassez). E aí veio a última surpresa, por causa da qual nem vou me estender sobre o ciúme, porque passei a vê-lo como um mero braço daquilo que pega mesmo : a Inveja. Pois é.</p>
<p>Li *** que a inveja é complexa porque não basta termos algo exatamente igual ao objeto desejado e que pertence ao outro: tem que ser aquele! Pois precisamos tomar também a alegria do outro e se não fosse assim a inveja seria admiração. Contudo não é também qualquer momento de alegria que queremos roubar, mas aquele instante específico causado pela posse de algo que eu quero porque me faz falta. Só aquilo completaria a lacuna que tenho desde sempre e que se traduz em &#8230; angústia.  Por isso a inveja está diretamente associada ao fenômeno da idealização que por sua vez confunde-se com &#8230; amor &#8230; ui denovo.</p>
<p>texto: fabíola | imagem : Dante e Virgílio no Inferno; pintura de <a title="William-Adolphe Bouguereau" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/William-Adolphe_Bouguereau">Bouguereau</a></p>
<p>( * ) Dimas Caligari na palestra De Reich ao Coração</p>
<p>( ** ) pra quem quizer tentar apressar as coisas, Swami Sivananda recomenda:<br />
If you want to enter Samadhi quickly, cut off all connections with friends, relatives, etc.<br />
Do not write letters to anybody. Observe Akhanda Mouna or the vow of continued silence for<br />
one month. Live alone. Walk alone. Take very little but nutritious food; live on milk alone if<br />
you can afford. Plunge in deep meditation. Dive deep. Have constant practice. You will be<br />
immersed in Samadhi.<br />
Be cautious. Use your common sense. Do not make violent struggle with the mind.<br />
Relax. Allow the divine thoughts to flow gently in the mind.<br />
<a href="http://my.yoga-vidya.org/profiles/blogs/how-to-enter-samadhi-quickly" target="_blank">http://my.yoga-vidya.org/profiles/blogs/how-to-enter-samadhi-quickly</a></p>
<p>( *** )<br />
o texto é &#8220;Inveja&#8221; e está no livro &#8220;Os sentidos da paixão&#8221; Renato Merzan, Ed Companhia das Letras</p>
<p align="left"><a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=%E2%80%9Ca+inveja+n%C3%A3o+goza+de+boa+reputa%C3%A7%C3%A3o%E2%80%9D+http://bit.ly/cDVt3r" title="Postar no Twitter"><img class="nothumb" src="http://goiastexas.com.br/wp-content/plugins/tweet-this/icons/tt-twitter-big4.png" alt="Post to Twitter" /></a> <a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=%E2%80%9Ca+inveja+n%C3%A3o+goza+de+boa+reputa%C3%A7%C3%A3o%E2%80%9D+http://bit.ly/cDVt3r" title="Postar no Twitter">Tweet este post</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>DA IDÉIA  QUIXOTESCA PARA A PRÁTICA POSSÍVEL E IMEDIATA</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Feb 2010 13:11:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fabiola</dc:creator>
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		<category><![CDATA[headline]]></category>
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		<description><![CDATA[

Há poucos dias  eu mencionei o artigo sobre a proteção às águas do cerrado,  publicado aqui no GT, numa conversa com um político. Eu comentava,  contrariado, sobre a baixa qualidade da campanha eleitoral em Goiás  para 2010, que já começa podre. Ele me perguntou o que estou fazendo  para contribuir para a elevação do nível das discussões e práticas,  reconhecendo que era uma pergunta dura. Respondi citando o artigo que  escrevi e outras conversas que mantenho com políticos e empresários.  Não deixei de realçar ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><span style="font-family: Cambria; font-size: small;"><a href="http://goiastexas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/DSC02433.JPG"><img class="alignnone size-full wp-image-3246" title="DSC02433" src="http://goiastexas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/DSC02433.JPG" alt="DSC02433" width="1119" height="838" /></a><br />
</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Cambria; font-size: small;">Há poucos dias  eu mencionei o artigo sobre a proteção às águas do cerrado,  publicado aqui no GT, numa conversa com um político. Eu comentava,  contrariado, sobre a baixa qualidade da campanha eleitoral em Goiás  para 2010, que já começa podre. Ele me perguntou o que estou fazendo  para contribuir para a elevação do nível das discussões e práticas,  reconhecendo que era uma pergunta dura. Respondi citando o artigo que  escrevi e outras conversas que mantenho com políticos e empresários.  Não deixei de realçar que considero que os bem-sucedidos em ambas as  áreas têm uma propensão a manter na superficialidade suas opiniões  e que raramente nutrem idéias próprias.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Cambria; font-size: small;">É de tal forma frustrante  concluir isso, que cheguei ao ponto definitivo de abandonar a tentativa.  Não dá mais para ficar iludido. Acabou qualquer chance de inteligência  sincera e de caráter honesto nesses ramos. É perda de tempo e propagação  de ambientes e de ondas ruins ficar eu mesmo batendo nessa tecla. Mesmo  que a idéia seja decente (obrigado, Fabíola), EU PAREI.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Cambria; font-size: small;">Por outro lado, na  prática, descobri sobre as FAZENDAS DE ÁGUA. Um programa do Ministério  do Meio-Ambiente que remunera, por intermédio das prefeituras municipais,  as propriedades rurais que cuidam das nascentes. Tudo dependendo de  cadastramento de “fazendeiros” e de prefeituras.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Cambria; font-size: small;">Como não se sabe muito  do tema, e muitas prefeituras da Chapada dos Veadeiros nem sequer têm  plano diretor, o que é uma condição para a implantação do  programa e efetiva preservação de nascentes, comecei a estudar.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Cambria; font-size: small;">Já estou a oferecer  meus serviços profissionais para ajudar prefeituras e gente que queira  comprar terras naquela região para finalidade de preservação. Sinto  que posso fazer mais assim do que escrevendo idéias. Elas não ecoam  mesmo. A sociedade urbana está apática e já era.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Cambria; font-size: small;">Por outro lado, como  advogado, posso fazer algo na medida dos chamados, enquanto, por mim  mesmo, já estou “cuidando” de um pedaço de chão para preservar,  bem onde tem nascentes. Lá naquela região nem escritura de terras  se tem direito. O registro imobiliário é todo irregular e eu posso  ser útil para leigos na elaboração e registro de contratos um pouco  mais seguros.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Cambria; font-size: small;">Daqui para frente,  só quero falar do que promove elevação, inspiração e a necessária  sintonia com as novas freqüências energéticas que inundam nossos  seres, às quais já temos direito de acesso por estarmos vivos e presentes  nessa vibrante purificação e irreversível ascensão planetária.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Cambria; font-size: small;">texto : marcusvinícius | foto : criscris (chapada dos veadeiros)<br />
</span></p>
<p><span style="font-family: Cambria; font-size: small;">RECOMENDO: </span><a href="http://www.terrana.com.br/SOSCERRADO/AGUAS/index.php" target="_blank"><span style="font-family: Lucida Grande; color: #0000ff; font-size: small;"><span style="text-decoration: underline;">http://www.terrana.com.br/SOSCERRADO/AGUAS/index.php</span></span></a></p>
<p align="left"><a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=DA+ID%C3%89IA++QUIXOTESCA+PARA+A+PR%C3%81TICA+POSS%C3%8DVEL+E+IMEDIATA+http://bit.ly/aYptkr" title="Postar no Twitter"><img class="nothumb" src="http://goiastexas.com.br/wp-content/plugins/tweet-this/icons/tt-twitter-big4.png" alt="Post to Twitter" /></a> <a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=DA+ID%C3%89IA++QUIXOTESCA+PARA+A+PR%C3%81TICA+POSS%C3%8DVEL+E+IMEDIATA+http://bit.ly/aYptkr" title="Postar no Twitter">Tweet este post</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>amor</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 13:52:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fabiola</dc:creator>
				<category><![CDATA[gonzo]]></category>
		<category><![CDATA[headline]]></category>
		<category><![CDATA[insight]]></category>

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		<description><![CDATA[
Li numa revista que o software PowerPoint foi um dos  responsáveis pela queda dos ônibus espaciais da NASA.
Isso porque, para que os engenheiros explicassem a complexidade e quantidade de elementos envolvidos no que foi culminar com a ruptura de um isolamento no tanque de combustíveis, o fizeram no Software que, por sua construção não serve como suporte de um pensamento sistêmico ou pensamento complexo.
Os caras que tinham o poder de autorizar o redesenho não entenderam, não se interessaram e os ônibus cairam.
O arranjo de slide pós slide do powerpoint foi ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://goiastexas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/visualcomplexity.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3158" title="visualcomplexity" src="http://goiastexas.com.br/wp-content/uploads/2010/02/visualcomplexity.jpg" alt="visualcomplexity" width="401" height="299" /></a></p>
<p>Li numa revista que o software PowerPoint foi um dos  responsáveis pela queda dos ônibus espaciais da NASA.<br />
Isso porque, para que os engenheiros explicassem a complexidade e quantidade de elementos envolvidos no que foi culminar com a ruptura de um isolamento no tanque de combustíveis, o fizeram no Software que, por sua construção não serve como suporte de um pensamento sistêmico ou pensamento complexo.<br />
Os caras que tinham o poder de autorizar o redesenho não entenderam, não se interessaram e os ônibus cairam.</p>
<p>O arranjo de slide pós slide do powerpoint foi pensado, e reflete, um tipo de pensamento hierarquizado onde uma coisa só pode acontecer depois da<br />
outra. Essa organização é linear e desdobra-se em todas as atividades humanas estruturadas: uma pessoa manda na outra que manda numa terceira que manda em muitas como se todas fossem uma só (governos, sala de aula, família).<br />
Essa estrutura já serviu à humanidade, mas nós tivemos um upgrade recente e hoje estamos aprendendo a nos perceber em rede. Afinal, a internet é uma invenção humana que amplia nossa<br />
própria consciência de humanidade: &#8220;o homem inventa as ferramentas para depois ser reinventado por elas&#8221;. A web tem nos ensinado que &#8220;ela&#8221; somos &#8220;nós&#8221; mesmos, apesar<br />
de também ser ocupada pelo pensamento corporativo.<br />
Esse ambiente permite conversas laterais e feedbacks sem intermediários. Pensa a TV como é : uma linha com um sentido que é de lá pra cá. Dessa forma a TV esculpe na minha cabeça<br />
o mundo de quem está por tras da transmissão. Aliás na minha não porque eu não assisto, mas na maioria das pessoas que tem aí sua única &#8220;diversão&#8221; e forma de  &#8220;informação&#8221;.</p>
<p>O pensamento linear que vem lá da organização das esteiras das fábricas, assim, vai resistindo em nossos cérebros enquanto impede coisas prosaicas como por exemplo você<br />
se compreender como um ponto da rede que está formada em volta de você. E assim sendo, interferir diretamente nas questões que dizem respeito ao seu dia-a-dia.<br />
Porque eu tenho de esperar o governo fazer &#8220;mais bibliotecas públicas&#8221; se eu tenho um monte de livros já lidos na minha estante e do meu lado várias pessoas<br />
que mal sabem ler? Porque meu guarda-roupas tem muito mais roupa do que me é necessário e eu fico esperando a assistência social chegar até o mendigo da esquina?<br />
Pelo mesmo motivo de eu não ter o direito de não votar. Apego a uma semi-vida.</p>
<p>Medo de que não tendo mais medo, terei de fazer escolhas por mim mesmo: antes uma semi-vida de preocupação e neurose do que uma vida plena de responsabilidade.<br />
Achar que é mais fácil cuidar do meu e que cada um se vire pra lá com o dele, tem-se mostrado um pensamento socialmente estúpido. A violência, em qualquer nível que se manifeste, do crime de morte<br />
ao &#8220;chute no balde&#8221; é o resultado. A mesquinharia é pior que câncer e nos coloca numa postura de auto-defesa a qualquer custo. Defendemos não sabemos o que de não sei quem.<br />
É tão caótico que algumas pessoas que já partem logo pro ataque com sua buzinas e indiferença : A INDIFERENÇA  é TUDO MENOS INDIFERENTE)</p>
<p>Insistir no ((( amor ))) é uma questão de ((( vida ))). Precisamos mais dele do que de gasolina. E ele está em nós enquanto a gasolina &#8230; vem de onde vem e ainda vaza pelo tanque e explode uma nave.</p>
<p>texto: fabíola | ilustração: mapa de blogues americanos conservadores (vermelho) e liberais (azuis). O laranja e o purpura (que quase não dá pra ver) é quando um refere-se ao outro (e que quando acontece deve ser normalmente de forma  negativa)</p>
<p><a href="http://www.visualcomplexity.com/vc/project_details.cfm?id=227&amp;index=6&amp;domain=Political%20Networks" target="_blank">http://www.visualcomplexity.com/vc/project_details.cfm?id=227&amp;index=6&amp;domain=Political%20Networks</a></p>
<p>&gt; a revista citada é a superinteressante</p>
<p>&gt; a frase entre aspas vi no filme &#8220;nós que aqui estamos por vós esperamos&#8221;</p>
<p align="left"><a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=amor+http://bit.ly/9Xp6Hg" title="Postar no Twitter"><img class="nothumb" src="http://goiastexas.com.br/wp-content/plugins/tweet-this/icons/tt-twitter-big4.png" alt="Post to Twitter" /></a> <a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=amor+http://bit.ly/9Xp6Hg" title="Postar no Twitter">Tweet este post</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>meditação</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Jan 2010 13:33:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fabiola</dc:creator>
				<category><![CDATA[((( ohm )))]]></category>
		<category><![CDATA[headline]]></category>
		<category><![CDATA[insight]]></category>

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		<description><![CDATA[
Entro no auditório que é pequeno e parece absolutamente lotado. Minha primeira reação é de desistir. O segundo e terceiro pensamentos também, mas, já saindo, resolvo voltar e entrar
no salão caminhando até onde conseguir.
Com dificuldade de equilíbrio, vou evoluindo entre as pessoas que estão sentadas no chão. Incomodando, peço desculpas quando dá e derrepente relaxo porque
já me vejo num ponto em que voltar ou prosseguir irá causar o mesmo disturbio entre aqueles que chegaram mais cedo.
Desse ponto, vejo um lugar do outro lado. Continuo o caminho desequilibrada até alcançar o ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://goiastexas.com.br/wp-content/uploads/2009/11/prembaba.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2408" title="prembaba" src="http://goiastexas.com.br/wp-content/uploads/2009/11/prembaba.jpg" alt="prembaba" width="477" height="267" /></a></p>
<p>Entro no auditório que é pequeno e parece absolutamente lotado. Minha primeira reação é de desistir. O segundo e terceiro pensamentos também, mas, já saindo, resolvo voltar e entrar<br />
no salão caminhando até onde conseguir.<br />
Com dificuldade de equilíbrio, vou evoluindo entre as pessoas que estão sentadas no chão. Incomodando, peço desculpas quando dá e derrepente relaxo porque<br />
já me vejo num ponto em que voltar ou prosseguir irá causar o mesmo disturbio entre aqueles que chegaram mais cedo.<br />
Desse ponto, vejo um lugar do outro lado. Continuo o caminho desequilibrada até alcançar o local que na verdade é um  espaço espremido no cantinho da escada. Me sento.<br />
Logo alguém bate no meu ombro e me aponta uma cadeira vazia. Vou pra lá. Agora está tudo bem e posso esperar observando o movimento,  tranquila, vir o início da palestra.</p>
<p>No salão muita gente conversando e outros já em silêncio. Me distraio com a conversa  deles e  reparo que enquanto uns  se saudam efusivamente, outros resmungam contra o aperto ou alguma situação. Crianças choram, alguns estão rindo alto demais e se esmerando no entusiasmo.</p>
<p>Logo do meu lado equerdo uma conversa otimista entre duas pessoas, empolgadas sobre a oportunidade da palestra. Do meu lado direito, o contrário, num diálogo pessimista outros dois<br />
colocam-se a questionar se esperar tanto e naquele calor valerá mesmo a pena. Também manifestam medo, lembrando que num lugar tão cheio, se acontecer um incêndio, todo mundo pode morrer. As paredes do auditório não são suficientes para isolar o barulho do trânsito infernal do lado de fora.</p>
<p>Tirando uma e outra fala mais exaltada, o que ouço é uma massa sonora indefinida, som típico de muitas pessoas conversando ao mesmo tempo, de onde às vezes se desprendem algumas palavras . De vez em quando uns &#8220;psius&#8221; diminuem a intensidade das vozes mas isso é passageiro.</p>
<p>Eu já começo a me contaminar com a impaciência dos meus companheiros da direita<br />
mas  não me junto  a seus comentários quando provocada a isso, despistando com um sorrisinho.<br />
Me irrito um pouco com o entusiasmo cego dos companheiros da esquerda e me recuso a dar-lhes um sorrisinho de aprovação quando provocada a isso.</p>
<p>Para minha surpresa, o palestrante tão esperado, já está lá,  de olhos fechados, com os dois braços bem apoiados nos braços da cadeira e os pés bem plantados no chão.<br />
Chegou  sem ser anunciado por ninguém e, ao contrário do que se esperava, não tomou o microfone &#8211; embora tivesse um &#8211; para silenciar as pessoas sobrepondo a sua voz às delas.</p>
<p>À medida que todos iam percebendo a sua presença,também se calavam. O auditório foi se acalmando e as pessoas parando de se agitar em seus lugares,.<br />
Silêncio quase absoluto, menos &#8211; para meu azar &#8211; meus vizinhos. O lado de onde antes vinha uma expectativa positiva,agora tornara-se um conjunto de exclamações de apreço ruidosas.  Quem antes estava reclamando, agora critica abertamente aquela postura negligente dele que faz o contrário do que eles queriam: ao invés de falar, cala-se.</p>
<p>Bem impaciente, a ponto agora eu mesma de abandonar o local por causa deles,incomodada  também pelo som que vem de fora que parece ter piorado com a quietude interna, respiro bem profundamente e determino me esforçar muito para parar de ouvi-los.<br />
O som da minha própria respiração e também a atitude ereta que resultou dela, chama a atenção dos  companheiros do lado que, apesar de não pararem de falar totalmente, agora o fazem em cochichos.</p>
<p>Busco me sintonizar com o palestrante silencioso, me concentrando no meu próprio silêncio. Alguma coisa, talvez ele mesmo, me diz que assim poderei ouvi-lo.<br />
Experimento derrepente uma mudança sutil de estado físico, mas intensa psicologicamente. A textura interna muda, externamente já não interessa, e me sinto feliz &#8230; mas muito feliz.<br />
Não sei exatamente quanto tempo essa sensação dura, mas passa e as vozes começam a entrar denovo.</p>
<p>Contudo a tal alegria está na minha memória e me deixa receptiva as palavras do palestrante que finalmente começou a falar. Ele conta a história de alguém que chegando num auditório lotado, pensou em ir embora, mas resolveu insistir &#8230;</p>
<p>texto e foto : fabíola</p>
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		<title>a mecânica das coisas</title>
		<link>http://goiastexas.com.br/a-sinceridade-pode-transformar-ignorancia-em-amor/</link>
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		<pubDate>Wed, 27 Jan 2010 22:27:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fabiola</dc:creator>
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		<category><![CDATA[insight]]></category>

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		<description><![CDATA[
Do centro das questões não resolvidas emanam  ondas frequentes de culpa, dor, medo, indignação, carinho, saudade, preocupação e outras emoções.
Como esse tipo de ponto se localiza no inconsciente, o consciente não tem condições de lidar com essas ondas porque já não mais conhece a sua origem.
Não conhece porque em algum momento resolveu ignorar ou mesmo em razão da parada  vir de outras vidas (simsim, eu acredito que sou o resultado de  muitas vidas)
O que a companheira mente pode fazer nessa situação é recusar-se a pensar sobre o assunto, ou o ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://goiastexas.com.br/wp-content/uploads/2009/12/estrelaquente.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2475" title="estrelaquente" src="http://goiastexas.com.br/wp-content/uploads/2009/12/estrelaquente.jpg" alt="estrelaquente" width="631" height="495" /></a></p>
<p>Do centro das questões não resolvidas emanam  ondas frequentes de culpa, dor, medo, indignação, carinho, saudade, preocupação e outras emoções.<br />
Como esse tipo de ponto se localiza no inconsciente, o consciente não tem condições de lidar com essas ondas porque já não mais conhece a sua origem.<br />
Não conhece porque em algum momento resolveu ignorar ou mesmo em razão da parada  vir de outras vidas (simsim, eu acredito que sou o resultado de  muitas vidas)</p>
<p>O que a companheira mente pode fazer nessa situação é recusar-se a pensar sobre o assunto, ou o contrário, travar um diálogo interno com aquelas emoções vindas, simulando resoluções.</p>
<p>Acho que não estou enganada em afirmar que essa é uma prática muito comum.</p>
<p>E é assim que o consciente opera:  &#8220;entendendo&#8221; e &#8220;resolvendo&#8221;. Tudo o que cair lá vai ser tratado dessa maneira.<br />
Porém, a ineficácia da estratégia fica clara quando se percebe que esses &#8220;diálogos&#8221; ficam lá rodando  na sua cabeça e não alteram a coisa  em si. Tem um nome pra esse tipo de pensamento: obcessivo&#8230;:(<br />
A situação externa não muda e as ondas emocionais não param.</p>
<p>Outra forma desses diálogos se manifestarem pode ser em sonhos recorrentes. Tudo o que se joga pra baixo do tapete, volta nos sonhos e às vezes até se resolvem por lá mesmo.</p>
<p>Bom, assim sendo, o movimento natural seguinte é o de sentir culpa por não  seguir de maneira proveitosa com a questão.<br />
A gente pode fazer de conta que resolve essa culpa de algumas maneiras que vão do auto_martírio, também chamado &#8220;coitadismo&#8221; até o orgulho inquebrantável, também chamado de &#8220;coitadismo&#8221;.<br />
Como a solução é pseudo e, portanto finita,  a última alternativa fica sendo o desprezo pela história toda.<br />
Mas desprezar aqui, significa empurrar tudo ainda mais pro fundo do inconsciente, agravando todo o processo acima descrito.</p>
<p>A solução pra isso, me parece ser,  atingir o sangue frio -  equilíbrio e isenção &#8211; de se expor e estar preparado para a exposição do outro, se ela vier.<br />
E, mais difícil, estar preparado, caso não haja nele essa vontade, pra admitir que todo esse looping  aconteceu somente dentro da sua própria cabeça, e portanto,  é apenas de seu interesse resolvê-lo.<br />
Dessa última hipótese provavelmente virá o sentimento de solidão, e se for o caso, abraça a tristeza e chora porque isso também é remédio.</p>
<p>Na minha opinião, é sim favorável que essas &#8220;considerações enganosas&#8221;  venham &#8220;desenganadas&#8221; à mente, sendo que, se o ambiente é de confiança, já bastará emergirem para que se evaporem.<br />
É bom também que os erros sejam deixados no tamanho de meros erros e finalmente a pendenga toda celebrada como passos  completos dentro de uma ciranda maior que é a auto_realização. O nome pra isso é maturidade.</p>
<p>Contudo, só da pra fazer isso com quem encontra-se no mesmo grau de vontade de realização, goste de você sem dúvidas, compartilhe da certeza e dos riscos desse método e tenha muita paciência pra bater nas paredes até a bola entrar no buraco. Se não meu amigo, vira o Ó.</p>
<p>texto : fabíola | imagem &#8220;a estrela quente&#8221; foto NASA</p>
<p>inspirações para o texto: SriPremBaba, EvaPierrakos e Osho (que se declara em sua autobiografia um ateu)</p>
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		<title>menteQmente</title>
		<link>http://goiastexas.com.br/menteqmente/</link>
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		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 15:47:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fabiola</dc:creator>
				<category><![CDATA[((( ohm )))]]></category>
		<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[insight]]></category>

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		<description><![CDATA[Vamos colocar as coisas numa classificação arbitrária de 4 formas básicas de pensamento:
o contemplativo,  o defensivo, o agressivo e o operacional.
O contemplativo é na verdade um &#8220;despensamento&#8221; ,  sobre o qual falei no post Sri-Nagar &#38; ego.
O operacional é a razão da mente existir: faz contas, estima distâncias, entende, resolve.
O defensivo e agressivo são, na verdade, a mesma coisa  e só servem pra fazer a gente perder tempo ao invés de ser feliz.
Contudo o pensamento operacional tem um detalhe importantíssimo Estando dedicado a cuidar de nossa sobrevivência,  &#8220;encarna&#8221;  todas as ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vamos colocar as coisas numa classificação arbitrária de 4 formas básicas de pensamento:<br />
o contemplativo,  o defensivo, o agressivo e o operacional.<br />
O contemplativo é na verdade um &#8220;despensamento&#8221; ,  sobre o qual falei no post <a href="http://goiastexas.com.br/sri-nagarego/" target="_blank">Sri-Nagar &amp; ego</a>.<br />
O operacional é a razão da mente existir: faz contas, estima distâncias, entende, resolve.</p>
<p>O defensivo e agressivo são, na verdade, a mesma coisa  e só servem pra fazer a gente perder tempo ao invés de ser feliz.</p>
<p>Contudo o pensamento operacional tem um detalhe importantíssimo Estando dedicado a cuidar de nossa sobrevivência,  &#8220;encarna&#8221;  todas as lógicas<br />
para nos manter vivos. Pois bem, como ficar vivo há tempos deixou de ser estar alimentado e abrigado,  para uma parte importante de nossa mente, justo a que temos menos acesso, o inconsciente , qualquer afirmação de ponto de vista que tenhamos de sustentar é na verdade um caso de vida ou morte.</p>
<p>Isso porque, a partir do momento que deixamos de ter razão não somos mais reconhecidos pelo outro como aquilo que &#8220;montamos&#8221; para sê-lo.<br />
E não ser aceito  é igual a morrer.<br />
Assim, o pensamento_jogo_agressivo_defensivo  tranveste-se de operacional, justificando seus critérios em quase todas as nossas decisões.</p>
<p>Observando seus próprios pensamentos e tendo paciência para classificá-los, você vai entender que não é só a <a href="http://goiastexas.com.br/silencio-2/" target="_blank">fala a qualidade humana desperdiçada</a>.<br />
Quando Krishnamurti associa a liberdade com a observação dos conteúdos de sua própria mente, diz também que quando começamos essa observação o<br />
que constatamos é a nossa falta de liberdade.</p>
<p>Mas veja, pra utilizar um exemplo bem regional, se a vaca encostasse uma segunda vez na cerca elétrica que separa pastos, perceberia que o choque é pequeno para o seu porte e<br />
assim deixaria de manter a si mesma confinada. Contudo o ditado popular é &#8220;animal que toma choque não volta na cerca&#8221;<br />
E sabe o que é o nosso choque? A vergonha de estar errado.<br />
fabíola &gt;&gt; Inspirações pra esse post: Krishnamurti e Eva Pierrakos</p>
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		<item>
		<title>&lt;  I  &gt;</title>
		<link>http://goiastexas.com.br/uma-historia/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 15:43:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fabiola</dc:creator>
				<category><![CDATA[((( ohm )))]]></category>
		<category><![CDATA[headline]]></category>
		<category><![CDATA[insight]]></category>
		<category><![CDATA[ministórias]]></category>

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		<description><![CDATA[
vou contar uma história que foi sonhada por mim ao longo de um ano, unicamente nos momentos em que eu estava &#8220;acordada&#8221; . E tudo foi assim :
Um dia cheguei na casa de um senhor, de aparência muita mais velha do que de fato o era. Ali já havia um grupo de pessoas que se acomodavam enquanto outros  prestavam atenção na sua figura. O homem,  sentado numa cadeira especial, estava de olhos bem fechados, no  canto mais importante da sala. Assim ele ficou até que todos chegassem ao silêncio.
Quando abriu ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://goiastexas.com.br/wp-content/uploads/2010/01/dicksha2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2793" title="Basic RGB" src="http://goiastexas.com.br/wp-content/uploads/2010/01/dicksha2.jpg" alt="Basic RGB" width="600" height="799" /></a></p>
<p>vou contar uma história que foi sonhada por mim ao longo de um ano, unicamente nos momentos em que eu estava &#8220;acordada&#8221; . E tudo foi assim :</p>
<p>Um dia cheguei na casa de um senhor, de aparência muita mais velha do que de fato o era. Ali já havia um grupo de pessoas que se acomodavam enquanto outros  prestavam atenção na sua figura. O homem,  sentado numa cadeira especial, estava de olhos bem fechados, no  canto mais importante da sala. Assim ele ficou até que todos chegassem ao silêncio.<br />
Quando abriu os olhos, os dele encontraram os meus pois tomei o cuidado inconsciente de me sentar diretamente na sua frente.</p>
<p>A partir daquele momento ,  suas palavras ,  a medida que me alcançavam, foram arrancando de mim, com suavidade, um sentimento de gratidão, pura e simplesmente assim.<br />
Chorei até meus olhos também brilharem e estabeleci de imediato com o velho, um vínculo de confiança que até então não havia  experienciado,  embora tudo aquilo me soasse antigo.<br />
Essa gratidão e confiança eram de uma qualidade que eu não tinha tido com nenhum de meus próximos: nem com meus pais, nem com meus irmãos, nem com meus amigos e minhas amigas, nem com meus amantes e minhas amantes.</p>
<p>No outro dia quiz voltar e me sentei de olhos fechados em frente a ele que já estava lá de olhos também assim. Experimentei a curiosa sensação de enxergar muito mais longe e muito mais claro, muito mais perto e muito mais claro, ver também o nada, e isso pela primeira vez.</p>
<p>Depois de um tempo frequentando a casa, junto com pessoas que eu não conhecia, cheguei  uma manhã e as coisas estavam bem diferentes. No lugar da sala havia um grande acampamento, com muitas barracas e ele me aguardando em frente a uma delas com uma marreta de cabeça de ferro e cabo de madeira que atingia o tamanho de um metro. Era pesada mas exatamente dentro do limite da minha força.</p>
<p>Sem falar me explicou que por uns tempos aquela barraca seria minha  e que aquela ferramenta deveria ser usada  para derrubar minha antiga casa que, apesar de serem muitas e estarem construidas em outro país, encontrava-se ali naquele momento como única e há poucos metros de minha tenda.  Com excitação e energia fui lá e iniciei o trabalho.</p>
<p>Assim foi por vários dias seguidos, não sabendo mais contar quantos, A medida que avançava,  sentia-me mais apta pois pude aperfeiçoar a técnica da marreta. Aprendi, por exemplo,  a quase soltar seu cabo quando a cabeça já estava lançada ao ar e depois apanhá-lo com força apenas no momento descendente do golpe. E também como nunca fazer coincidir a puxada de ar para os pulmões com o momento de maior força. Aprendi a gritar para aumentar minha energia, conviver com as contusões e também por onde começar em cada nova parede, atacando primeiro seus pontos mais sensíveis marcados por rachaduras, para enfim chegar  nos extremamente  duros, que a essa altura já estariam abalados.</p>
<p>Todas as noites,  pouco depois de chegar muito suja e exausta na  barraca, o velho me trazia  chá  num copo e  sopa de lentilhas em um prato de inox. Assim que comia e terminava o chá, eu caia em um sono sem sonhos até a manhã seguinte quando acordava limpa, com roupas novas e a disposição renovada. Era nessa hora, com o sol nascendo, que,  espreguiçando o corpo,  eu tinha a oprtunidade de trocar idéia com meus companheiros de acampamento.</p>
<p>Nessas breves conversas sem palavras , soube  que era normal o fato de determinadas paredes, que tinham me ocupado  dias  de trabalho, reaparecerem reconstruidas e intactas. Me disseram os mais experientes que em tal caso era melhor trocar a obstinação nascida do frustrante  trabalho em vão, por outro plano que derrubasse outras paredes até o momento propício de voltar àquelas resistentes.</p>
<p>Numa certa manhã, quando meu trabalho já estava avançado e eu começava a derrubar um cômodo mais antigo e interno, ouvi alguém chorando. Parei as pancadas e pus me a escutar com mais atenção. O choro, agora mais alto e deseperado vinha  de onde eu estava derrubando. Derrepente reconheci aquela voz e meu coração gelou. Larguei a marreta e corri até o acampamento onde o velho  já me esperava. Aos gritos eu disse que não poderia mais continuar com aquilo porque minha mãe estava lá e minhas pancadas a estavam colocando em sério perigo. Contei de seu choro triste e pedi sua ajuda para reconstruir tudo.</p>
<p>Pela primeira vez ele falou com a boca: &#8220;isso é impossível&#8221;.<br />
Meu próprio choro e desepero já eram iguais aos dela. Pedi então que me permitisse tirá-la de lá e trazê-la para o acampamento.<br />
Ele disse: &#8220;isso também é impossível. Ela terá de sair sozinha e encontrar um novo lugar para morar&#8221;.<br />
Fui tomada de tristeza e raiva e passei o resto do dia ali no acampamento vazio sem saber como agir. Quando a noite chegou o velho não me trouxe o chá nem a comida.<br />
Entrei para uma noite cheia de pesadelos e acordei no outro dia ainda mais cansada, com olhos inchados e a roupa suja.</p>
<p>Com dores no corpo,  quente de raiva e mole de tristeza, resolvi continuar a obedecê-lo voltando a minha casa.<br />
Depois de muitas voltas, tive coragem para verificar: não havia mais ninguém lá.<br />
Aliviada por agora saber que minha mãe havia conseguido escapar, voltei  forte às pancadas.<br />
Contudo minha força não vinha mais do deslumbramento, mas agora só do velho.<br />
A rotina voltou e ele parecia estar feliz comigo sendo essa sua aprovação suficiente para que eu não pensasse  para onde minha mãe tinha ido.<br />
Não queria abandonar o trabalho para voltar a minha outra vida que eu ja nem lembrava direito qual era e onde acontecia.</p>
<p>Contudo, o constante reerguimento de algumas paredes me trazia angústia.<br />
Assim, um dia, me sentei ali nessa &#8220;desobra&#8221;  para descansar e me recuperar desse desânimo.  Deitei o olhar sobre os escombros e comecei a divisar entre as pedras e tijolos quebrados, algumas páginas arrancadas de um livro, pedaços de um cobertor com a estampa do pato donald, um sapato de criança, uma boneca sem cabelos, alguns carrinhos de plástico, panelas sem cabo, pincéis, dedos humanos, dentes, tufos de cabelo, mais ossos, facas, teclados de computador, um cachorro morto &#8230; saí correndo.</p>
<p>O velho, como era de se esperar, me esperava.<br />
Me entregou uma pá e um carrinho de mão, apontando para um rio onde eu deveria jogar os escombros. Engoli seco e voltei. Com lágrimas e muitas paradas para vomitar, enchi o carrinho e levei até o rio.  Esse era tão belo, azul transparente e cheio de caracóis, que me detive envergonhada por ter de jogar todos aqueles detritos la dentro. Primeiro joguei uma pedra, e ela se dissolveu. Joguei outra e ela se dissolveu. Joguei tudo e tudo se dissolveu.</p>
<p>Voltei mais cedo para o acampamento com um sentimento de alegria também único e novo. Procurei o velho  e o encontrei no rancho de preparo do chá. O interrompi,  colocando-me na sua frente e agradeci  dizendo que finalmente havia entendido o que era a casa e o que eu estava fazendo. Terminei declarando que me sentia pronta para viver naquela tenda para o resto da minha vida.</p>
<p>O velho, que só agora pude ver, era mais jovem que eu, chamou um assitente. Perguntou com os olhos no céu se ele tinha um palpite de como iria ser o tempo nos próximos dias. Se iria chover. O assitente respondeu que não, o tempo iria continuar ameno. O velho então disse, tire a barraca dela, deixe só o colchão.</p>
<p>Como era fácil compreendê-lo.</p>
<p>Logo que amanheceu, um rapaz se aproximou de mim. Era bonito, forte embora estivesse bem magro. Sujo, com os braços arranhados, as mãos feridas e  as roupas rasgadas. Sorria  e me perguntou se aquela era a minha &#8220;desobra&#8221;. Respondi que sim. Ele disse chegando mais, &#8220;que ótimo, você ja conseguiu um colchão&#8221;. Me contou que do acampamento de onde vinha não havia barraca, nem colchão, nem chá nem marreta. Que estava também destruindo sua casa mas tendo de usar somente seus gritos e as próprias mãos. Disse que encontrando algumas pessoas que haviam abandonado meu acampamento, ficara curioso por conhece-lo e ali estava. Me perguntou o nome do mestre de lá, eu disse: &#8220;as pessoas aqui o chamam de Prem, e do seu&#8221;? &#8220;Ele mesmo se chama de Osho&#8221;.</p>
<p>texto e ilustração (diksha) : fabíola</p>
<p>PS: hj conheci um vídeo pelo twiter do satyaprem que tem tudo! haver com isso aqui:<a href="http://www.syfy.com/tinman/oz/" target="_blank"> http://www.syfy.com/tinman/oz/</a></p>
<p align="left"><a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=%3C++I++%3E+http://bit.ly/8IPViN" title="Postar no Twitter"><img class="nothumb" src="http://goiastexas.com.br/wp-content/plugins/tweet-this/icons/tt-twitter-big4.png" alt="Post to Twitter" /></a> <a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=%3C++I++%3E+http://bit.ly/8IPViN" title="Postar no Twitter">Tweet este post</a></p>]]></content:encoded>
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		<title>fantasia e crise</title>
		<link>http://goiastexas.com.br/fantasia-e-crise/</link>
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		<pubDate>Tue, 12 Jan 2010 12:56:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fabiola</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O que eu vou chamar de fantasia é qualquer uma daquelas coisas que acontecem dentro da nossa cabeça, envolvendo personagens externos, a despeito do conhecimento deles.
É qualquer encontro, diálogo ou mesmo sensação, que para se realizar precisa de certas condições que não existem mas que são completadas por nossa mente imaginativa.
Aliás é preciso lembrar um pouco essa nossa capacidade de reproduzir em alguma instância mental, sensações desligadas dos fatos que naturalmente as gerariam.
Por isso choramos em novelas ou temos medo  do Jornal Nacional.
À certa altura, nosso cérebro não distingue o ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que eu vou chamar de fantasia é qualquer uma daquelas coisas que acontecem dentro da nossa cabeça, envolvendo personagens externos, a despeito do conhecimento deles.<br />
É qualquer encontro, diálogo ou mesmo sensação, que para se realizar precisa de certas condições que não existem mas que são completadas por nossa mente imaginativa.<br />
Aliás é preciso lembrar um pouco essa nossa capacidade de reproduzir em alguma instância mental, sensações desligadas dos fatos que naturalmente as gerariam.<br />
Por isso choramos em novelas ou temos medo  do Jornal Nacional.<br />
À certa altura, nosso cérebro não distingue o real do falso posto que &#8220;confia&#8221; nas informações que lhe chegam através dos órgãos de percepção.</p>
<p>Como  esses órgãos podem ser enganados, por recursos  como por exemplo o cinema 3D, o cérebro também o é e nossa interpretação acompanhará o engano.</p>
<p>Uma vez tendo aprendido esse mecanismo, passamos a ter o poder de desfrutar das experiências não acontecidas. Numa fila de banco, podemos ter sexo, ganhar uma discussão, fazer  sucesso, ou reviver infinitamente uma situação. Podemos  também presenciar a queda de uma avião de dentro dele ou sofrer todo tipo de violência e injustiça pois<br />
a mecânica da fantasia não distingue boas e más. Nem tampouco seleciona apenas as favoráveis a nós mesmos. E muito menos está sob nosso inteiro controle.</p>
<p>O que passa é que alcançar a sensação sem ter de se expor a seus riscos é barato. Seja para sair do cotidiano entediante ou para ensaiar uma situação que se pretende ser um dia real,<br />
fantasiar tornou-se uma artimanha da mente que nos impede de viver o aqui e o agora. São terabytes de emoções implantadas contra poucos KBs de experiência real que acontecem ao longo de um dia. Futuro é fantasia, passado é fantasia e o presente não tem espaço. Observe-se.</p>
<p>Em suma, estamos falando de uma maneira de fazer as coisas do nosso jeito, já que o mundo tem o seu próprio curso e não cede a nenhum tipo de barganha humana.</p>
<p>Bom, essa nossa extraordinária capacidade  custa, obviamente, um preço e a conta chega quando você entende que o imaginado não será realizado. Quando a reedição se desgasta<br />
em sua própria repetição. Quando a capacidade de inventar em cima daqueles mesmos atores e cenários acaba. Daí temos, a meu ver, três primeiras possibilidades: tentar tornar a coisa<br />
real, trocar de fantasia ou viver definitivamente ali dentro à custa de ser tolerado como louco.</p>
<p>O último caso é de qualidade patológica e meus palpites não podem alcançar. Mas nos 2 primeiros, sinto que posso falar de cadeira&#8230;:)!</p>
<p>Primeiro que trazer uma fantasia para o real é impossível porque os outros envolvidos não tem o conhecimento dos detalhes tão bem elaborados por você, e não poderão apenas fingir posto que se fizerem isso provavelmente não estarão cumprindo bem o papel determinado no script. Substituí-la por outra também vai depender de uma desqualificação da primeira que invariavelmente deixará a descoberto a sua própria atitude fantasiosa (essa que temos de negar a qualquer custo sob  pena da historinha perder a propriedade de convencimento)</p>
<p>crise</p>
<p>Assim o paraíso das histórias pseudo-boas começa a ser permeado por instantes de irrtação que vão ganhando espaço até que envenena tudo e nos tornamos mau-humor,  frustração, incapacidade, tristeza, imobilidade. E esse é precisamente  o momento propício para quebrar o ciclo. Contudo é quando normalmente não temos força pois nossa energia foi toda consumida no teatro descrito acima.  Porta aberta para a culpa (de ter fantasiado por não se sentir suficiente)  e, uma vez que a culpa existe, melhor jogá-la pra cima dos outros. O sintoma disso é expresso no detestável ato de reclamar.</p>
<p>como começar a sair</p>
<p>Eu acho que abrindo espaço para o &#8220;agora&#8221; através do silêncio. Flagrar o diálogo fantasioso e detê-lo com silêncio. Passar momentos do dia sem conversar, sem ler, sem assistir nada, sem ver nada e<br />
nessa hora perceber os próprios pensamentos como pensamentos e não como fatos acabados da sua vida. Valorizar a palavra falando só o que merece ser dito. Valorizar a você mesmo dando atenção só ao que merece ter atenção. Melhorar seu repertório e se tiver que cultivar alguma fantasia que seja a simplicidade.</p>
<p>texto: fabíola</p>
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		<title>enquanto o Professor te ensina, o Mestre te acorda</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jan 2010 14:32:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fabiola</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[headline]]></category>
		<category><![CDATA[insight]]></category>

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		<description><![CDATA[
O ensino  pressupõe uma organização prévia do que será transmitido.
O professor, assim, escolhe, organiza e entrega o que tem a seu aluno que por
sua vez acredita  naquela verdade, sem normalmente verificá-la.
Antes não se verifcava o visto em sala de aula por falta de recursos: o dito, extraído de poucas fontes,
era normalmente dito só ali. Hoje, wikis `a parte, não verificamos porque o hábito relacionado `a &#8220;aquisição&#8221; de conhecimento, ainda está viciado nesse sistema hierárquico em que um ensina e vários &#8220;aprendem&#8221; .
Na verdade, não aprendem, repetem.
Tratando-se de um fenômeno que ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://goiastexas.com.br/wp-content/uploads/2010/01/ursinhos.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2657" title="ursinhos" src="http://goiastexas.com.br/wp-content/uploads/2010/01/ursinhos.jpg" alt="ursinhos" width="802" height="414" /></a></p>
<p>O ensino  pressupõe uma organização prévia do que será transmitido.<br />
O professor, assim, escolhe, organiza e entrega o que tem a seu aluno que por<br />
sua vez acredita  naquela verdade, sem normalmente verificá-la.</p>
<p>Antes não se verifcava o visto em sala de aula por falta de recursos: o dito, extraído de poucas fontes,<br />
era normalmente dito só ali. Hoje, wikis `a parte, não verificamos porque o hábito relacionado `a &#8220;aquisição&#8221; de conhecimento, ainda está viciado nesse sistema hierárquico em que um ensina e vários &#8220;aprendem&#8221; .</p>
<p>Na verdade, não aprendem, repetem.</p>
<p>Tratando-se de um fenômeno que envolve interpretação, o que é aprendido raramente coincide com o que é ensinado. E é essa capacidade de interpretar que, melhorando ou piorando a informação, a transforma inevitavelmente.</p>
<p>Por isso, penso que seria sensato, qualquer curso de graduação hoje em dia cuidar disso antes de mais nada.<br />
Porque o conteúdo em si está distribuido por aí,  cada vez mais abundante: &#8220;minha biblioteca e meus professores são os meus amigos&#8221;.</p>
<p>Em minhas leituras recentes sobre autoconhecimento e autodidatismo, encontrei duas palavras comuns que apontam de uma certa forma para o vencimento desse apego hierárquico. São elas &#8220;buscador&#8221; e &#8220;vivência&#8221;.</p>
<p>Dentro do tema espiritualidade (uso o termo aqui  no sentido da exploração de nossas capacidades mais sutis), buscador é aquele que está no  estágio pré-encontrado. Em outras palavras, alguém que intimamente já assentiu que existem  realidades paralelas (e melhores) `a essa dos jornais e, assim sendo, quer frequentá-las até poder permanecer lá.</p>
<p>Para se tornar um buscador, é necessário passar por diversos professores. Acreditar em muitos conteúdos até o momento<br />
em que se realiza que nada disso é suficiente para trazer o conforto existencial.</p>
<p>Dessa forma, estuda-se tudo o que pode para voltar `a estaca zero, mas dessa vez dono e senhor da própria ignorância.<br />
Santiago, o mordomo, mostra que percebeu, em meio a milhares de papéis onde passou a vida inventariando a nobreza mundial do Congo `a França:  &#8220;minha atividade mental é contínua, imensa e insignificante&#8221;</p>
<p>No contexto web, &#8220;buscardor&#8221; é aquele mecanismo milagroso de nos leva rapidamente `a informação que estamos pesquisando. Mais eficiente será o browser quanto mais clareza se tem em relação `aquilo que se procura. Tal clareza deverá ser transformada em palavras chave, que por sua vez derivam da própria questão que te move.</p>
<p>Ainda no vocabulário da espiritualidade, o buscador deixa de sê-lo quando entrega-se a um mestre. A partir daí ele não irá mais acreditar, mas vivenciar, o conhecimento. E vivenciar não é um processo intelectual, mas vibracional. Através dele desistimos de &#8220;saber&#8221; para &#8220;sentir&#8221;o que  dá lugar à manifestação  da intuição.</p>
<p>Desse estágio pra frente, professores não são mais úteis porque só poderiam &#8220;encher um recipiente que já está cheio&#8221; e &#8220;a erudição (ajuda, mas) não faz saber&#8221;.</p>
<p>O processo de ensino que despreza a intuição, valoriza a neurose, porque é da natureza da intuição (quando está tudo bem)  jorrar.  Para obedecer a uma ementa, a espontaneidade tem de ser sistematicamente abafada. Aprender então passa a ser desacreditar-se. Humpf!</p>
<p>Entregar-se a um mestre é   abrir mão não só do conhecimento adquirido com os professores, mas da própria personalidade construída a partir dele.  Sim, acreditamos que somos aquilo que conhecemos de nós mesmos a partir do que os professores nos ensinaram: seres biológicos, mistura de elementos químicos, átomos, entidade psíquica, profissional de mercado e por aí vai.</p>
<p>Não conseguimos nos perceber para além do que é cientificamente descrito e sistematicamente ensinado. É &#8220;resumir o  viver ao que se sabe sobre a vida&#8221;.</p>
<p>Entregar-se `a sua própria curiosidade, é atender ao mestre interior. Estou dentro da Universidade e quero afirmar que enquanto a interdisciplinareidade for entendida como  uma sobreposição de disciplinas sobre o mesmo trabalho, o resultado será grotesco e preguiçoso. Interdisciplinareidade (se é que essa palavra pode funcionar) deve ser a síntese<br />
dos diversos caminhos que você percorreu movido por sua própria curiosidade. Se isso não puder ser resumido em uma profissão, é sem dúvida uma deficiência do conceito de profissão.</p>
<p>Não é sem razão que cresce o número daqueles que defendem que a escola mata a possibilidade do insigth e do gênio, pois ela  reduz a nossa chance de compreender o mundo (e a nós mesmos dentro dele) `as suas disciplinas  e isso é ridiculamente  <a href="http://www.youtube.com/watch?v=17jymDn0W6U" target="_blank">pouco</a>.</p>
<p>inspirações para esse texto:<br />
<a href="http://escoladeredes.ning.com/" target="_blank">Escola de Redes</a>, <a href="twitter.com/augustodefranco" target="_blank">@augustodefranco</a>, feedbacks em sala de aula e reunião de professores, Santiago, <a href="http://www.overmundo.com.br/overblog/o-filme-e-o-filme-de-joao-moreira-salles" target="_blank">filme de João Moreira Salles</a>, Zen, Tao, O Yoga e o <a href="http://goiastexas.com.br/preparar-a-mente-para-o-autoconhecimento/" target="_blank">Auto-Conhecimento</a>.</p>
<p><a href="www.fabiolamorais.com.br" target="_blank">FabíolaMorais</a> é artista plástica e  professora  do Curso de Design da PUC|GO</p>
<p>ilustração : <a href="http://www.stormthorgerson.com/" target="_blank">http://www.stormthorgerson.com/</a></p>
<p align="left"><a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=enquanto+o+Professor+te+ensina%2C+o+Mestre+te+acorda+http://bit.ly/8HxAdq" title="Postar no Twitter"><img class="nothumb" src="http://goiastexas.com.br/wp-content/plugins/tweet-this/icons/tt-twitter-big4.png" alt="Post to Twitter" /></a> <a class="tt" href="http://twitter.com/home/?status=enquanto+o+Professor+te+ensina%2C+o+Mestre+te+acorda+http://bit.ly/8HxAdq" title="Postar no Twitter">Tweet este post</a></p>]]></content:encoded>
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