Articles in the literatura Category
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João Serrote morava com sua família lá bem longe, tão longe que o lugar se chamava Ponto Final.
Mas o João começou a ouvir e a falar com a Natureza … mudou seu nome para joão planTATUdo … Quer saber por que? leia o livro A Magia da Floresta, de ((( MírianMorais )))
lançamento 5 de Out 20h Deck Parking 1 Sul, Flamboyant S. Center
Ilustrações : Lucas Assis
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literatura »
Eu choro às vezes. Quer dizer, eu choro sempre, acho que eu choro todos os dias. Mas de quando em vez eu choro assim, como hoje.
Eu choro, simplesmente.
Choro de ficar com a boca quadrada, choro de sacudir o corpo, de abraçar os gatos com força e de matar o cachorro branco de angústia. Ele lambe meu rosto e chora baixinho e se assusta com os soluços. Choro porque é dor demais, é raiva demais. Amor demais.
Choro porque é tudo tão grande e eu sou tão pequena. Porque tudo existe, porque …
literatura »
“Ó moradia dos homens, quem seria capaz de te fundar sobre o raciocínio? Quem ousaria erguer-te conforme os princípios da lógica? Tu existes e não existes. Tu és e não és. Partiste de materias díspares, mas é preciso inventar-te para que te descobrir. Aque que, no vão intuito de conhecer a casa, resolve destruí-la, passa a ter na sua frente um montão de pedras, de tijolos e de telhas. Que é feito da sombra, do silêncio, da intimidade que pedras, tijolos e telhas serviam? Chega a ser difícil descobrir que …
arte, digitado, headline, literatura »
o meu olhar é nítido como um girassol
tenho o custume de andar pelas estradas
olhando para a direita e para a esquerda
e de vez em quando, olhando ara tras
e o que vejo, a cada momento
é aquilo que nunca antes eu tinha visto
e eu sei dar por isso muito bem
SEI TER O PASMO INICIAL
que tem uma criança que, se ao nascer,
reparasse que nascera deveras
sinto-me nascido a cada momento
para a eterna novidade do mundo
((( albertocaeiro )))
from : convite a filosofia | marilenachauí
imagem : http://www.antonygormley.com/
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literatura »
deve ocorrer em breve
uma brisa que leve
um jeito de chuva
à última branca de neve
até lá observe-se
a mais estrita disciplina
a sombra máxima pode vir da luz mínima
leminsky
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ainda ontem
convidei um amigo
para ficar em silêncio
comigo
ele veio
meio a esmo
praticamente não disse nada
e ficou por isso mesmo
Paulo Leminski
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literatura »
souvenir
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Vírgula, palavra e ponto.
Mais artesão do que pronto.
Entrelaçava linhas
Como um crochê pensado
Em cada nó.
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Era presente,
Havia de ser, nem
Que fosse a si.
Tentava beleza,
Leveza.
Queria que viajasse serena
Ao destino manso,
Levando nada mais
Que o frescor da paz
Em seu encanto.
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Desejava um rio
Fluido e terno
Que majestoso se exibe,
Hipnotiza.
Ávido de chegar a ela
Como uma música
que fosse uma brisa.
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renatoprado
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literatura »
Tela em branco
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No intento da expressão
Sensual proveniente dela,
Redigia como pintor
Que delineia traços
Sinuosos de sabor canela,
Com leveza única
E a maciez de uma pétala,
O contraste do toque suave
Com a intensidade voluptuosa da pele.
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Na lembrança de representá-la
Podia senti-la ainda tenaz
Em sua boca, o corpo sem roupa
De noites atrás.
E como se não bastasse
O deleite de tocá-la
Minuciosamente o corpo todo,
Recompensava-o com a fragrância
De inconfundível feminilidade.
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renatoprado
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literatura »
Construtor
Fiz meu mundo pequeno
Para poder andar sempre descalço.
E fui ficando íntimo de cada passo
Largo, curto o roçar na Terra
Mãe, casa e vida,
A maior mulher do mundo.
—
Observo a árvore com os olhos do amante
Deitado sob a sombra de sua copa,
Admirando a beleza deslumbrante
De suas formas delicadas e ríspidas, mas
Sempre encantadoras, suas folhas
Que suavemente levitam em minha direção
E me abençoam na cadência de sua dança
Ao vento que nos acompanha, alegria.
Na cabeça lhe faço sinfonia,
Todos os sentidos curados nesse deleite
Em que rimos e amamos sem parar, pois
Juntos, somos mais que unidades somadas,
Somos vida …
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verdade, te quero rente
imersa na ilusão de resposta
…
um café confessionário
os ovos mexidos desbotaram
amarelo-claro
e eu retorno à superfície
rompendo o espelho de um lago
no córrego areião
…
túnel
caminho…
respigadores da beleza do mundo
num sábado à tarde
espiral de fumaça
mirra sândalo sativa
catadores de amores
confusos,
ressecados pela poeira de maio
ele otimismo
ele cinismo
ela entende
fotografa parênteses
((( )))
conjunto vazio
porUli!
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