d.zeus | z.deus : qual a diferença ?
ou existir como ativismo*
Uma coisa que deve ter vindo de sócrates, entre outros, foi o uso de cada palavra como um conceito sendo cada conceito um universo.
Assim, uma frase é uma coleção de universos momentaneamente cercados por interpretações. Isso tem resolvido nossa comunicação, mas não faz sentido em termos espaciais onde o
universo ainda é igual a infinito e, por outra, “coleção” é por natureza, uma coisa finita, composta de finitinhos.
Assim, cada “assunto” que por sua vez trata de vários conceitos, torna-se uma coisa inabordável se não se admitir, de ante-mão, que a perspectiva com que cada um vê um problema, é necessariamente única. Isso faz com que todo tema, já impossível de capturar “totalmente” desde o princípio por causa da tese do infinito, seja duplamente impossível por causa, dessa vez, do finito, pois quem gera o assunto o faz sob sua “única”
possível e inalcansável pelo outro, perspectiva . Uma coisa não pode ser “duplamente impossível” já que o conceito trata em si da negação absoluta. Impossível + impossível é impossível e
em português, duas negativas seguidas dão num sim.
Em algum momento aconteceu um milagre que tornou eu escrever e a sua leitura do meu texto “possível”. Os milagres da fala e da escrita foram, na verdade, um upgrade coletivo.
Esse salto acontece de tempos em tempos porque a humanidade, como corpo único, opera por espasmos que chamamos “revoluções”. A revolução modifica rápida e definitivamente o cenário e os atores dando condição para que aconteçam descontinuidades que mostram ser o sistema isso: um sistema (uma escolha).
É precisamente essa descontinuidade a chance para ampliação coletiva de consciência que pode acontecer agora: nós estamos aqui sentados sobre a explosão digital o que nos deixa no presente momento em “estado de revolução”. O computador pessoal deu na internet que é em sua essência co-laborativa. Embora a gente insista em focar na violência, o que humanidade presente no planeta nesse momento está vivenciando é um surto de colaboração e isso é sinal de evolução coletiva meus amigos.
A competição chegou no seu ápice e nos levou a algum lugar. Estamos aqui até onde a relação de comparação com o outro – que move a competição – pôde alcançar. Um dos efeitos negativos de ter estado nessa dinâmica é que, no nosso deslumbramento pela própria corrida esgotamos os recursos e criamos animosidade entre nós pela escassez, manifesta de forma grosseira na guerra, e em termo mais sutil (mas não menos danoso) pelo próprio medo que temos dela. Por outro lado, um efeito positivo é que nos percebemos indivíduos: somos árvores, com toda a diferença que isso significa em termos de deixar a forma de sementes enterradas e desabrocharmos na luz cada um com sua própria copa e flores e com seus próprios frutos. Conectadas umas as outras por nossas raízes, estamos ao mesmo tempo entregues à nossa própria sorte. Alguém diria: “nasce a responsabilidade” (e seu direto oposto)
Estamos também sentados sobre a explosão cósmica big-bang! embora haja essa aparência estática das coisas que me cercam (que é o que até justifica eu me comportar como sendo eterno num corpo inquestionavelmente perecivel). O que hoje sei do universo em contraposição a como eu levo a minha vida é a aplicação de uma das máximas da incoerência permitida pela linguagem: dois pesos e duas medidas. A revolução de hoje é sobre isso, é sobre a verdade.
A internet – que é uma construção coletiva – trocando atores e conceitos (indústria fonográfica quebrando enquanto tenho 5.000 músicas no meu Ipod e o artista não está morrendo de fome por isso) numa velocidade “do dia prá noite”; também a exploração do universo mostrando, por exemplo, a quantidade imensa de planetas que atendem às condições que entendemos como necessárias à vida, ou seja, ETs! e o número semelhante entre a quantidade de astros e a quantidade de neurônios … meus amigos ” vamos cantar”
texto : fabíola
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inspirações: buzztravizz, baghavagita









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