feiúra
carta capital : monumento ao desperdício
“Prestes a completar 103 anos de idade, o arquiteto Oscar Niemeyer tem uma única pendência na vida: resolver um calote de 200 mil reais que levou do governo de Goiás. A dívida diz respeito ao projeto do Centro Cultural Oscar Niemeyer, um elefante branco de 17 mil metros quadrados, na entrada de Goiânia, levantado ao custo de 60,8 milhões de reais, mas abandonado desde que foi inaugurado, inacabado, pelo então governador Marconi Perillo, no último dia de seu mandato, em 30 de março de 2006. A obra, no entanto, foi entregue ao eleitor sem estar concluída ou paga, com erros de cálculo estrutural e sob suspeita de superfaturamento. Trata-se de um complexo formado por museu, biblioteca, teatro e um monumento aos direitos humanos. Abandonados há quatro anos, os prédios estão em franca degradação física”.
leia o texto na íntegra: http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=8&i=6028










DOIS PONTOS
PREÇO DA OBRA: A revista História Viva publicou, neste mês, nota sobre a restauração do teatro de Dionísio, na Acrópole de Atenas, sob o título “O Teatro onde Tudo Começou”, do qual destaco o seguinte trecho:
“A obra de renovação, orçada em 6 milhões de euros (cerca de R$ 15 milhões), deve durar seis anos. Segundo as autoridades gregas, o teatro estará pronto em 2015…”
http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/o_teatro_onde_tudo_comecou.html
UTILIZAÇÃO DO ESPAÇO: A obtusidade de nossas autoridades governamentais (junto com a da nossa elite artística, sempre chorona) não propicia o aproveitamento do espaço em si, assim como está, por projetos como GOYANIA LIVE IMAGES e PERFUME PARA ARGAMASSA, por exemplo, que apenas utilizariam a única coisa que o Centro Oscar Niemeyer tem para oferecer, ou seja, sua estrutura em ruína precoce, que poderia permitir o paradoxo da expressão do BELO na FEIÚRA.
Leave your response!