menteQmente
Vamos colocar as coisas numa classificação arbitrária de 4 formas básicas de pensamento:
o contemplativo, o defensivo, o agressivo e o operacional.
O contemplativo é na verdade um “despensamento” , sobre o qual falei no post Sri-Nagar & ego.
O operacional é a razão da mente existir: faz contas, estima distâncias, entende, resolve.
O defensivo e agressivo são, na verdade, a mesma coisa e só servem pra fazer a gente perder tempo ao invés de ser feliz.
Contudo o pensamento operacional tem um detalhe importantíssimo Estando dedicado a cuidar de nossa sobrevivência, “encarna” todas as lógicas
para nos manter vivos. Pois bem, como ficar vivo há tempos deixou de ser estar alimentado e abrigado, para uma parte importante de nossa mente, justo a que temos menos acesso, o inconsciente , qualquer afirmação de ponto de vista que tenhamos de sustentar é na verdade um caso de vida ou morte.
Isso porque, a partir do momento que deixamos de ter razão não somos mais reconhecidos pelo outro como aquilo que “montamos” para sê-lo.
E não ser aceito é igual a morrer.
Assim, o pensamento_jogo_agressivo_defensivo tranveste-se de operacional, justificando seus critérios em quase todas as nossas decisões.
Observando seus próprios pensamentos e tendo paciência para classificá-los, você vai entender que não é só a fala a qualidade humana desperdiçada.
Quando Krishnamurti associa a liberdade com a observação dos conteúdos de sua própria mente, diz também que quando começamos essa observação o
que constatamos é a nossa falta de liberdade.
Mas veja, pra utilizar um exemplo bem regional, se a vaca encostasse uma segunda vez na cerca elétrica que separa pastos, perceberia que o choque é pequeno para o seu porte e
assim deixaria de manter a si mesma confinada. Contudo o ditado popular é “animal que toma choque não volta na cerca”
E sabe o que é o nosso choque? A vergonha de estar errado.
fabíola >> Inspirações pra esse post: Krishnamurti e Eva Pierrakos









“O defensivo e agressivo são, na verdade, a mesma coisa e só servem pra fazer a gente perder tempo ao invés de ser feliz.”
Concordo plenamente que nosso choque é a vergonha de estar errado e que a maior parte do tempo nos distraimos na pequenez, travando brigas homéricas com o mundo, com os outros e com a gente mesmo pelo simples medo de encarar a verdade. Do contrário derrubaríamos todas as cercas. Muito bom o texto! bjo
[...] O que a mente pode fazer nessa situação é recusar-se a pensar sobre o assunto, ou travar um diálogo interno com aquelas emoções vindas, por exemplo, simulando conversas com as pessoas envolvidas. Acho que não estou enganada em afirmar que essa é uma prática muito comum. Essa simulação tem um aparente poder de antecipar as coisas caso o problema, que semre ameaça, venha à tona. Contudo esse “ensaio” não antecipa nada, só reflete o medo do enfrentamento. Só isso. [...]
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