PAINEL UCG | FabíolaMorais
samplear é um procedimento de composição que me permite passear +livremente pelas referências culturais, estéticas e de “costumes “ de uma maneira geral. O que eu sampleio vem, principalmente, de uma seleção visual do meu dia-a-dia, incluindo aí o meu próprio trabalho.
Toulouse-Lautrec e Pollock foram meus primeiros trabalhos “sobre” a imagem de um outro artista, percebidos em um momento cotidiano de “professora de história da arte” quando em duas aulas seguidas (3h ao todo), 2x na semana, eu mostrava para os alunos, em projeção de transparências, os pops da história da arte ocidental em sequência cronológica … over and over again …
Mais tarde, me veio `a cabeça “pintar” o Poteiro e fiz isso três vezes até hj. Eu não conheço o artista pessoalmente, mas depois que eu redesenhei trabalhos dele, passei a sentir aquela pintura como sendo algo o mais perto possível dos signos de comunicação como o são o desenho indígena e a pintura rupestre.
Na forma simples de conteúdo complexo, dois traços verticais com uma bolinha no meio é um filhote de anta. Decompor um desenho assim, através de técnicas de desenho e manipulação da imagem, é como abrir uma caixa de onde saem inúmeras histórias para aquele índio, de valores relacionados `a anta,`a caça, aos animais,`a natureza e até ao turista que compra seus objetos. Isso eu aprendi nas aulas de desenho “analítico” ou de “observação” no primeiro ano de faculdade de Arquitetura e Urbanismo.
Decompor um outro artista, é escolher uma “realidade” filtrada que é em si também, outro aspecto da mesma coisa e apenas isto. Nessa prática, tal imagem passa pela sua mão e vc imprime algo pessoal nela. Faz coisas com ela. E dessas coisas brotam outras um pouco diferentes e um pouco iguais, um pouco a mesma coisa e um pouco únicas. O sampler depende da identificação direta dos fragmentos com o seu original, ao mesmo tempo que integrado (a outros fragmentos e outros elementos) numa poética nova.
No painel feito para o filme da Marcela Borela “samplei” os 5 artistas diretamente envolvidos na fundação da Escola Goiana de Belas Artes: Luis Curado, Cléber Gouveia, DJ Oliveira, Gustav Ritter e Frei Confaloni. ali tem toda uma sorte de eventos nessa cadeia que me levou a fazer esse painel. Cito 2 principais: a parede ser remanescente de um outro edifício onde a EGBA teve seus momentos e eu mesma ter estudado lá e reconhecer o que faço da maneira como faço como uma consequência de ter recebido essa corrente de influência.
O que eu penso desses artistas em si eu disse como consigo no próprio painel . Mas destaco a semelhança (emocionante) do desenho da Sáida com o de Confaloni, a precocidade visual do Cléber e a presença sempre de murais nessa história. Na performace, o encontro inusitado que tive com o Cirineu quando eu estava em cima de 3 lances de andaime, quase no mesmo nível do piso/ mezanino em que ele se encontrava. Expliquei o que eu estava fazendo e na oportunidade ele me ensinou o que é “escarificar” uma parede…:)!
fabiolamorais










Adorei o visu novo!!
Querida, seu texto sobre o samplear tá sampleado, adorei… entendi tudo..
Somos isso e nosso trabalho, quando consciente reflete justamente essas referências todas que temos em nós… impressos nos nossos corpos e experiências.
bjs grandes p vc
saudade
Adri
fabíola querida.. vc explicou taõ bem neste texto su proposta de trabalho que eu entendo como uma invertigação, uma busca pela memória-traço elementar de uma história da arte fragmentada e sempre possível de ser revisitada, reencontada, resignifucada, porque num mundo exaurido de significados possíveis a melhor coisa que podemos fazer é buscar em nós aquilo que nos remete a tudo… fazer o movimento do interior para o exterior e vice-versa sem sermos expressionisras ou impressionistas ou o caralho. ser, a partir de outros, contruindo e decompondo, indo e ficando, transformando. acho que o o filme vai tratar disso a partir da sua experiência de uma maneira boniiiiita. estou em sp montando a mudernage. esquisofrenia da arte em goiás. vc vai passar por aqui pelos próximos dias? escreva-me avisando. vamos ver-nos. ah… depois me pass o nome dos programas de montagem que fazem o traço de obras se fundirem em outros.. o gui já me falou várias vezes que vc conhece isso mas nunca soube medizer quais programas eram.. quero falar pro érico (montador) pra ver se ele conhece e se pode ser uma ferramenta pro mudernage. um beijo. (((amor)))
marcela borela
YESSSSSSSSSSS!!!!!!
to be or not to be?????
be always
be away
be together
be alone
be eu….
bis
adorei todas as palavras e o novo vizu e as propostas…
tudo muito “”"”be”"”"”
Parabéns, gata, tô louca para ir nos samplers-meetings.
bjocas
patricia de paula
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goiastexas
um misto de inconformidade com a jequice e um pouco de admiração pelas qualidades do isolamento