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((( poesia )))

27 January 2010 No Comment

Se forem duas sua equivalência

as pernas de um compasso as torna iguais

Tua alma, a perna fixa na aparência

É imóvel mas move-se se a outra o faz

E se deixar o centro em que se assenta

Saindo a companheira a viajar

Inclina-se por ela e a gente segue atenta

E fica ereta com a sua volta ao lar

É o que faras por mim que hora deslizo

Como a perna que oblíqua se separa

Porque és firme e o meu círculo é preciso

E venho terminar onde já iniciara

 

extraído do livro “A ilha do dia anterior” de Umberto Eco

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