((( silêncio )))
Só entre familiares ou amigos muito íntimos, não é constrangedor ficar calado quando não se tem nada pra dizer. E, se formos ver com atenção,
muito pouco do que falamos diariamente está à altura da grandiosa faculdade humana da fala.
O silêncio é socialmente tratado como falta de educação – podendo passar até por mau-humor – que nos força a ter de ter assunto até dentro de um elevador.
Esse culto à fala desnecessária estimula o culto ao EU já que, falando tanto, desaprendemos a ouvir e nos tornamos nossa principal fonte de informação e assunto.
E assim, pra sustentar esse EUmismo, começamos a caprichar em alguns detalhes já que nossa vida, apesar de interessantíssima, é muito parecida com a do vizinho. Temos de nos diferenciar para garantir a atenção no meio do barulho.
Tal capricho vai reforçando não só para o outro, mas principalmente para nós mesmos, uma auto-imagem a qual temos de passar a acompanhar, praticamente a obedecer.
Assim passamos a viver mais para fora, antecipando os quereres do mundo para que essa brincadeira séria
se sustente. Perdemos o caminho de volta e ficamos à deriva dentro da nossa própria existência. Vê se pode!
Pensando numa metáfora à altura dessa “infelicidade” me lembrei de um cientista dizendo o quanto é desproporcional as distâncias que o homem já conseguiu percorrer para fora da Terra em relação à distância que já conseguiu entrar pra dentro do planeta.
São anos luz versus quilômetros e o “fora” sempre parecendo mais interessante que o “dentro”
demandando enormes quantidades de energia.
Por isso, eu acho que Mestre é também o cara que consegue interromper nossa auto-reflexão, pois ela nos leva a lugares bem menos interessantes do que o somos nós mesmos.
Enfim, isso foi o que EU consegui produzir hoje tendo uma britadeira ligada há uma semana destruindo uma guarita no prédio ao lado que parece ter sido construída pra ser um abrigo anti-aéreo.
fabíola









hahahaha
se cair uma bomba você corre pra lá.
e no silencio agente houve a alma.
sempre válida suas reflexões,
um beijo barulhento!
“Se a gente falasse menos, talvez compreendesse mais.”
É realmente confortante ter a liberdade de estar ao lado de alguém e não precisar dizer nada. E que bom que tanto barulho fez com que o silêncio fosse valorizado. Antes isso do que mal humor.
Luxo!!!
Adoooooro o silêncio! Sou adicted da Arte de Calar (Abade Dinouart, 1771)
“Só devemos deixar de nos calar quando temos algo a dizer que valha mais do que o silêncio.”
Bjs p vc
Adri
Luxo!!!
Adoooooro o silêncio! Sou addicted da Arte de Calar (Abade Dinouart, 1771)
“Só devemos deixar de nos calar quando temos algo a dizer que valha mais do que o silêncio.”
Bjs p vc
Adri
Senti-me diretamente tocado pelo seu texto, Fabíola.
Ótimo texto!
Só falta agora seguir mais à risca essa diretriz.
Amiga,
que conforto ler esse texto…. depois de um semana super barulhenta, não via a hora de chegar em casa, sexta feira, e curtir um pouco de silencio na minha propria companhia.
De um tempo praca’ o silêncio pra mim tem sido quase que uma oração e adquiriu um valor tremendo na minha vida.
Como aquele proverbio chinês diz: “A palavra e’ de prata e o silêncio e’ de ouro.” Vale muito refletir sobre isso…
Namastê!
Bj gde.
Dand.
[...] próprios pensamentos e tendo paciência para classificá-los, você vai entender que não é só a fala a qualidade humana desperdiçada. Quando Krishnamurti associa a liberdade com a observação dos conteúdos de sua própria mente, [...]
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goiastexas
um misto de inconformidade com a jequice e um pouco de admiração pelas qualidades do isolamento