síndrome de williams
Pobre da gata Cristal. Quando Haila, 6 anos, corre atrás dela, abraça a felina com tanta força que chega a deixá-la sem fôlego. Lembra a Felícia, personagem de desenho animado que queria “apertar e amar para toda a vida” os animais que apareciam na sua frente.
Não é só com a gata que Haila simpatiza, porém. Quando a mãe, Ana Carolina Baldin, a leva ao shopping ou ao supermercado, não há uma pessoa que não receba um “oi, tudo bem?” da menina. Ela gosta especialmente de idosos. Nada de racismo: ela fica entusiasmada quando vê negros -talvez por achá-los diferentes de si mesma e da família. “Ela ama senhores negros de cabelo branco, quer puxar, abraçar, sentar no colo”, diz a mãe.
É típico da síndrome de Williams não sentir receio de estranhos.
folhadesaopaulo/ caderno ciências / 24abril









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